
Não sou detetive. Já fui, detetive público. É, público. Nada de escritório à meia-luz, nada de pôr os pés sobre a mesa. Do contrário, favelas abafadas e sol quente de verão. Não sou mais. Sou psicólogo.
Uma mistura indigesta entre Adrian Monk e Gregory House, com pitadas de Hank Moody, mas os três com muito menos cabelo. Na verdade, cabelo nenhum. Mas não manco nem sou tão obsessivo. Mas tento usar sempre camisetas pretas. E frases curtas, como um Nick Belane tropical. Não me importo se as garotas gostam. Acho que meu charme está no sorriso, cheio de caninos. Chove lá fora, mas eu nunca uso guarda-chuva. Escrevo estas besteiras num caderninho europeu que provavelmente vale mais do que eu. Picasso, Van Gogh e Hemingway tiveram um destes, sem contar Henry Jones Sr. Isso depõe mais contra a reputação do caderninho do que a meu favor. É um caderninho de melancólicos. Mas eram melancólicos famosos. E eu, o primeiro melancólico à esquerda. Usando suas folhinhas européias pra jogar a toalha. Não tem graça. Meu rosto é de aço. Sorrir dói. Em mim e em você.
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Um microconto inspirado em “Pulp”, de Charles Bukowsky. E na fase de merda que eu tô atravessado.
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Esta entrada foi publicada em 30 novembro, 2009 às 4:14 pm e está arquivada como Eu escrevo, Pulsão de morte, Tristeza . Você pode acompanhar qualquer resposta para esta entrada através do feed RSS 2.0
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5 dezembro, 2009 às 1:27 am
Que suas "fases de merda" sirvam, pelo menos, para te fornecer matéria- prima para escrever coisas tão boas quanto essa.Gostei.Muito.
10 dezembro, 2009 às 4:50 am
OiBlog bacana (conheci pelo UQT)Tenho uma dica de filme: mary & Max (2009) assisti ontem e gostei muito. Proucure o trailer no Youtube.Meu canal: http://www.youtube.com/bhaktajoseUm abraco!