[Eu li] Turma da Mônica Jovem #02

Se você se lembra, quando li e resenhei a edição número 01 da nova empreitada do Sr. Maurício de Sousa, a nota foi um redondo zero. (Não lembra? Confere aqui!)
Daí você pergunta, com toda razão, por que cargas d’água eu fui comprar a segunda edição? Masoquismo? Dinheiro sobrando? Ataque histérico? Não senhores, não mesmo! Mera questão de justiça e curiosidade!
E eu explico. Como citei num post muito polêmico que escrevi ao Projeto Continuum, é comum que eu sempre dê uma “segunda chance” aos produtores que eu acho ruim: diretores, autores de livros, atores, alguns músicos (esse é o ramo mais difícil!), roteiristas de HQ… Enfim, eu acho difícil tomar uma decisão definitiva com base numa amostra só. Daí comprar a número dois de “Turma da Mônica Jovem”.
Digo uma coisa, na mais pura franqueza: o nível melhorou um bocado, mas isso ainda não torna a revista boa ainda. O roteiro continua raso e repetivivo, sobre isso nem uma palha se alterou: as situações continuam se sucedendo umas às outras sem muita ligação, rápido demais, artificial demais. Some à isso a solução pífia e furadíssima (diria até apressada) dada à conclusão e… D’oh, falhou. As expressões faciais exageradas do mangá também continuam dando as caras (com o perdão do trocadalho) à exaustão, mas ao menos aqui temos piadas mais eficientes, como a referência à Groo feita pelo Cascão (já a referência à Shrek II soou como cópia barata mesmo) e o lance da capa invisível, ocorrido com o mesmo personagem (disso eu não tenho dúvidas: os lances mais bacanas são protagonizados pelo sujinho mesmo!). Interessante, parece que entre o retorno da edição #1 junto ao público (há uma nota do Maurício no final da edição dando números – hoje em dia – assombrosos de vendas) fez com que se percebesse que um Cebolinha falando certo. uma Mônica que não bate em ninguém, uma Magali que não come e um Cascão que não tem medo de nada… Não têm graça nenhuma. E corrigiram. Ponto pra equipe da MSP.
Agora, as minhas reclamações novas (é, porque o que eu reclamei até agora é tudo repeteco das reclamações da edição 01): 1) O preço. O quê? R$ 6,40 pruma revista infantil, em papel jornal e preto e branco, que está vendendo como picolé no deserto (segundo a nota do Maurício ao final da edição)? Pô Maurício, pede logo um rim como preço de capa! 2) Essa é antiga, mas me incomoda mais nessa nova empreitada: Até quando o Seu Sousa vai continuar sendo um explorador do trabalho alheio e encher suas revistas de escritores e desenhistas fantasma? Pô, o que ele perde creditando as histórias? Seria bacana a gente ver se o roteirista se tocou das lambanças da edição 01 e melhorou nessa ed. 02 ou se simplesmente foi trocado! Em pleno século XXI, Seu Maurício de Sousa, isso soa como velhacaria da sua parte! 3) A nota do final. Entitulada “Fala, Maurício”, dá a entender que é o próprio Dr. Sousa quem está falando (mas eu não ponho a mão no fogo). Beleza, a revista tá fazendo sucesso (de público, porque de crítica… Não vi nada de muito animador não), tem aí um futuro promissor mas… A nota da edição soou absurdamente presunçosa. Sério, sem sacanagens. Baixa a bola aí, Dr. Maurício, que o jogo é fora de casa e vale três pontos…
Por fim, a pergunta que você deve estar se fazendo: eu vou comprar a edição #3? Vou sim. Essa edição deu uma leve melhorada, e pode ser que tenhamos começado um crescente. Acho que vou acompanhar todo esse arco clichêzento antes de decidir se largo de mão ou não. É ver pra crer, dizia a minha avózinha.

A Turma da Mônica Jovem #02, a aventura continua
Panini Comics (Planet Mangá), 130 páginas, papel jornal, preto e branco, R$ 6,40

Nota

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