Arquivo para Julho, 2008

[Top 5] Bons filmes relacionados a quadrinhos

Postado em Cinema, Top5 em 31 Julho, 2008 por Lucas Ed.

Nos últimos anos, filmes baseados em revistas em quadrinhos tem pipocado nos cinemas mais do que escândalos políticos no Jornal Nacional.

Pois então, estava visitando o Mediocridade Radioativa, do bróder RB Matos (é, eu sei, demorô pr’eu incluir o Mediocridade na minha coluna de favoritos aí do lado…) e me deparei com um post do Nerd Júnior sobre filmes ruins baseados em HQ. Aí resolvi fazer o oposto, mas um oposto diferente: falar de filmes bons sobre quadrinhos de forma mais geral. Pode ser porque adapta um personagem de quadrinhos ou porque aborda os quadrinhos, ou porque usa os conceitos presentes na nona arte. Percebam que não discutirei adaptações. Mas filmes bons que tem um pé nas páginas quadriculadas. Essa é uma ressalva importante, porque vão pintar coisas aqui que as pessoas podem não esperar.

Posição 5: V de Vingança (V for Vendetta, EEUU, 2006)

Esse é controverso, e por isso a lista começa (ou termina?) com ele. V de Vingança, roteirizado e produzido pelos irmãos Wachowski (da Trilogia Matrix) foi (levemente) baseado numa grphic novel escrita por Alan Moore e desenhada por David Lloyd.
O filme conta a história de uma moça (Natalie Portman) que, numa Londres futurista e totalitária, é salva por um estranho sujeito mascarado de nome “V” (Hugo Weaving), que pretende iniciar uma revolução anarquista fazendo uso de sua inteligência e algumas pitadas de terrorismo (tá, foi uma sinopse beeeem rasteira).
Como disse, este foi um filme controverso. Fãs da graphic, em sua maioria, o execraram pois a adaptação dos Wachowski deixou de contemplar muitos pontos da HQ, mudando mesmo o embasamento ideológico da obra. Entretanto, os fãs de cinema que não necessariamente conhecem de quadrinhos, em geral ovacionaram bastante o filme, por se tratar de uma crítica política bem construída e empolgante. À época que vi o filme, eu estava mais no segundo grupo do que no primeiro, pois ainda não tinha lido a graphic. Resultado: gostei bastante do que vi, uma vez que trazia grandes similaridades com o clima de um dos meus livros favoritos – 1984, de George Orwell. Com o hype gerado pelo filme, a graphic foi relançada em uma bela edição, que eu adquiri e pude constatar: o filme devia muito à HQ, e mesmo tomava alguns decisões bastante questionáveis na condução do enredo. Entretanto, apesar de tudo isso, o filme funciona e alcança mais pessoas do que uma adaptação mais fiel talvez alcançaria. Razão pela qual marcou a rabeira deste Top 5 (hum… essa frase não ficou muito boa…).

Posição 4: Estrada para a perdição (Road to perdition, EEUU, 2002)

Este filme sensacional, pouca gente sabe, foi baseado numa história em quadrinhos. Para ser mais exato, esta obra dirigida por Sam Mendes (Beleza Americana) se baseia numa graphic novel escrita por Max Allan Collins e Richard Piers Rayner, e que por sua vez, muitos apontam ter sido baseada num mangá (Lobo solitário! Quem poderia imaginar?).
Conta a história de um capo da máfia durante os anos 30 (Tom Hanks), que é idolatrado pelo filho, até que o garoto descobre, assistindo a um homicídio, o que o pai faz para ganhar a vida. Como o garoto sabe demais, a máfia decide eliminar a ele e sua família, mas Sullivan, interpretado por Hanks, se opõe, evidentemente. O filme então se ocupará de apontar essa relação, ambivalente, entre pai e filho fugitivos da máfia. Sensacional.

Um ponto interessante aqui é que eu nunca li as fontes. “Estrada para a perdição” (a graphic novel) e Lobo Solitário já forma publicados em terra brasilis, mas o primeiro tinha preços proibitivos à época (me deixando chupando dedo) e o segundo, não me chamou atenção por eu já estar numa fase meio antimangá. Mas a questão é que, independente disso, o filme funciona bem, como “V de Vingança”, citado anteriormente.

Posição 3: X-men II (X2, EEUU, 2003)


Dirigido e co-roteirizado por Bryan Singer (Os Suspeitos), X-men II, como fica evidente pelo nome, é a seqüência direta do filme de 2000, sendo ambos baseados no grupo de heróis mutantes da Marvel Comics criado em 1963 por Stan Lee e Jack Kirby.
Numa sinopse ainda mais porca que as anteriores, X-men traz outra vez os mutantes vivendo num mundo que os odeia. Entretanto, a coisa piora quando um mutante (Noturno, vivido por Alan Cumming) atenta contra a vida do presidente dos Estados Unidos, invadindo a Casa Branca com seus poderes. Isso faz com que o governo dê poderes ao inescrupuloso Gen. William Striker (Brian Cox) para barrar o avanço da ameaça mutante. Esse cenário caótico então fará com que surja uma aliança improvável entre o Prof. Xavier (Patrick Stewart) e seus pupilos e o fugitivo Magneto (Ian McKellen) e sua parceira, Mística (Rebbeca Romijn).
Se X-men I não fora um grande filme (exceto pelo fato de que, ao menos eu, o considero o marco zero da volta dos heróis dos quadrinhos os cinemas em filmes de qualidade), o mesmo não se pode dizer de sua seqüência. Aqui, a mesma coisa que, creio, enfraquecera o primeiro filme, tornou-se o forte deste: o pouco conhecimento do diretor sobre o material original. Na época me preocupara muito com as declarações de Singer dizendo que não era leitor de quadrinhos, que nunca tinha lido uma revista dos mutantes na vida. X-men I mostrava que minha preocupação era justificada, pois foi um filme bom mas raso; já em X-men II, talvez por já estar um pouco adaptado ao mundo mutante, Singer largou mão das perfumarias e nadou na essência: é um senhor filme nerd sobre preconceito. O nomes dos personagens interessam pouco, seus poderes muito menos: Singer usou o Bobby Drake (o Homem de Gelo – Shawn Ashmore) para falar dos homossexuais e a estranheza que eles causam mesmo nos mais próximos; fez de Noturno e Mística uma chance de abordar a questão do negro e sua relação consigo próprio. Se não bastasse esse toque de gênio, ainda polvilhou tudo com ótimas cenas de ação, dignas o suficiente para que os fãs de quadrinhos pulassem das cadeiras na sala de exibição. O resultado? Um filme de heróis bom como poucos, que conseguiu transcender a mera exposição das brigas do bem contra o mal para mostrar que, no fundo, é tudo humano, demasiadamente humano.

Posição 2: Anti-herói americano (American Splendor, EEUU, 2003)


A divisão que à partir daqui se segue, entre primeiro e segunda posições é meramente didática, digamos assim. Este e o próximo filme são excelentes e dignos do primeiro lugar, mas de formas diferentes. Vocês entenderão (espero).
Dirigido e co-roteirizado por Shari Springer Berman e Robert Pulcini (e contando nos roteiros com o próprio Harvey Pekar e sua esposa Joyce Brabner), “Anti-herói (…)” se baseia na revista em quadrinhos underground americana mais duradoura (a “American Splendor”) para contar a história de seu autor, o obsessivo Harvey Pekar (Paul Giamatti, num trabalho maravilhoso, capaz de se fundir ao personagem). Harvey é um sujeito comum, que leva uma vida pobre e comum nos EEUU mas que, influenciado por sua amizade com Robert Crump (James Urbaniak) e seu gosto por quadrinhos, decide contar seu dia-a-dia numa revista que acaba virando um sucesso.
O filme é pontuado, ora pela atuação do elenco capitaneado por Giamatti, ora pela fala do próprio Harvey e seus amigos e esposa, ajudando-nos a reconstruir a história riquíssima de um sujeito comum, como eu e você. Por ser uma biografia muito fiel (ao ver as falas do próprio Harvey você tem a certeza de que ele não permitiria que fosse diferente), não se precisa esperar finais fáceis, soluções dos conflitos à moda das novelas da Globo. Se as coisas acabam bem, é por influencia da mera casualidade que permeia nossas próprias vidas. “Anti-herói (…)”, apesar de contar a história de algo que se passou lá nos anos 70-80, é atualissímo nessa nova onde de ode ao homem comum que vivemos, com nossos “Big Brothers” e “Ídolos”.

Posição 1: Batman – Cavaleiro das Trevas (Batman the dark knigth, EEUU, 2008)


Como eu disse anteriormente, a separação de primeiro e segundo, envolvendo justamente “American Splendor” e “Batman TDK” é meramente ilustrativa. Os dois filmes não se comparam, são absurdamente diferentes, com enfoques e pretensões diferentes. Dizer o contrário é a mais pura tolice que eu NÃO cometerei. Basta que se diga que ambos são melhores do que a terceira posição (X-men II). Inclusive, se você quiser trocar as ordens entre eles, fique à vontade.
Também dirigido e co-roteirizado por Christopher Nolan (que divide o guião, como chamam os lusitanos, com seu irmão Jonathan). BTDK (pra resumir) mostra o resultado da ação de Batman (Christian Bale) e o honesto Tenente James Gordon (Gary Oldman) sobre a criminalidade de Gotham City. Tudo parece melhorar quando surge um jovem promotor, Harvey Dent (Aaron Eckhart) disposto a dar mais um passo nessa luta contra o crime. Entretanto, essa conjuntura favorável faz da máfia de Gotham um rato acuado: sem ter para onde fugir, ele ataca. E esse ataque devastador tem um mentor: o caótico Coringa (Heath Ledger).
Diferente de Bryan Singer, Nolan partiu de um filme aclamado (Batman Begins) para construir uma trama ainda melhor em sua seqüência e, tal qual seu colega diretor dos dois primeiros filmes mutantes, chutou a perfumaria para o céu e nos brindou com uma história excelente, reflexiva e pé no chão: a essência do Homem Morcego.
Com o pulso firme, Nolan traz ao primeiro plano a questão: o que pode um homem de moral fazer em tempos (e num ambiente) totalmente imoral (como se questiona Harvey Dent numa cena emocionante)? Ou traduzindo: o que podem homens de princípios (Dent, Bruce/Batman e Gordon) quando estão imersos na total ausência de princípios? Os três têm algo a perder, quer sejam suas famílias , quer seja sua moral. Os criminosos de Gotham são combatíveis porque têm o que perder, mesmo que seja simplesmente dinheiro. E aí surge nova variável: um criminoso que simplesmente não tem nada, absolutamente nada a perder. Vazio, o Coringa é tudo: tudo o que o Batman e os cavaleiros reluzentes de Gotham talvez não possam vencer. Nas palavras do próprio Joker: a força irresistível se encontra com o objeto irremovível, e o resultado é o caos total.
Ainda que o roteiro peque num momento ao apresentar uma solução fácil demais, rousseauliana demais a um dos dramas gerados pelo enredo, o filme é uma obra prima, pois, como toda boa ficção, nos leva a questionar a realidade à partir de sua lente. E o que acabamos vendo é um tanto quanto desolador, se me permitem o pessimismo…

Menção honrosa: Corpo Fechado (Unbreakable, EEUU, 2000)


Após o sucesso estrondoso do suspense “O Sexto Sentido”, de 1999, o diretor M. Nigth Shyamalan surpreendeu público e crítica com um filme sobre um sujeito que sobrevive, ileso, a um acidente em que morrem todos os passageiros (131) do trem em que viajava. Quando digo surpreendeu, não quero dizer positivamente. Limitados, a maioria dos espectadores esperavam um filme com a mesma profissão de fé que fizera de “O sexto sentido” um sucesso: um mote e uma revelação supreendente ao final (infelizmente essa pecha segue o diretor até hoje, que tem seus filmes continuamente criticados porque, ao contrário do que o público espera, não são novos “O sexto sentido”).
Em “Corpo Fechado”, Bruce Willis é David Dunn, um ex-atleta desempregado, que vive de bicos como segurança por seu tamanho avantajado e a pinta de durão. As coisas vão mal em sua vida: o casamento desce ladeira abaixo, o emprego é sub, e ele é apenas uma sombra do que já foi. Até que um acidente muda tudo: um descarrilhamento de trens, 131 mortos e um sobrevivente: David Dunn. E sem nenhum arranhão!
A vida de Dunn segue, agora tendo esse mistério insondável como pano de fundo, até que ele conhece o estranho Elijah Price (Samuel L. Jackson) que lhe explica o mistério: Dunn é inquebrável, imune a doenças, um verdadeiro super herói como o dos gibis. E ele, Elijah, cujas crianças do bairro chamavam maliciosamente de “Sr. Vidro” (por ter os ossos absurdamente frágeis) não é ninguém menos que o vilão, seu arqui-inimigo!
“Corpo Fechado” não é outra coisa se não uma imensa homenagem ao gênero de super heróis. De tudo, desde a caracterização dos personagens (percebeu a repetição de sons de “David Dunn”, como “Peter Parker” ou “Clark Kent”?) até a idéia principal (de que a cada herói precisa existir um vilão) Shyamalan aponta seu interesse em referendar um tipo de história que habita o imaginário popular desde muito antes da publicação da Action Comics nº1 em 1938. Pena que a crítica e o público em geral, de olhos voltados para “O Sexto sentido”, não foi capaz de percebê-lo. E pobre de Shyamalan que ressignificou o conceito freudiano de “arruinados pelo êxito”: ao acertar logo na entrada, vetou a correta apreciação de seus (excelentes) filmes subsequentes…

Bem, é isso.
O que acharam deste Top 5? Opiniões, sugestões e críticas são muitíssimo benvindas! Só não vale xingar a mãe, ok?

[Imagem foda]: Transe

Postado em Imagens fodas em 30 Julho, 2008 por Lucas Ed.
Estes dias estou terminando de organizar minha coleção de revistas e outras coisas “literárias”. Entre essas outras coisas, uma série de imagens que recortei de revistas e jornais porque as achei bacana.
Esta é uma delas.
Não carece de muitas explicações ou contextualizações, pois ao scannear preservei a legenda original. Só dizer que foi publicada na VEJA (argh!) de 25 de outubro de 2000.

Bem, na verdade eu queria discutir uma coisa que sempre me encucou: porque que “transe” se lê “tranZe” quando deveríamos ler “tranCe”? Afinal, precedido por consoante o “S” tem som de “C/Ç“…
Coisas da Língua Portuguesa…
(outra é o “N” mágico que aparece em “muito” ao pronunciar a palavra. Repare aí: a gente diz “muiNto”! Essa eu errava direto nos ditados da escola justamente por causa dessa letra invisível! Por isso hoje em dia, só “bastante”!)

Sorte de hoje

Postado em Orkut em 28 Julho, 2008 por Lucas Ed.

Você é uma pessoa culta

Primeiro, eu queria entender o conceito de “sorte” dessa budega de site de relacionamento…
E, segundo…

Baião de Mary Ed.

Postado em Mary Ed, Reflexões, mudanças em 22 Julho, 2008 por Lucas Ed.

Tem algo em torno de um mês que a minha família mudou.

Cresceu com a chegada da Maria Eduarda, vulgo Mary Ed., minha primeira sobrinha. Se engana quem pensa que a chegada de uma criança numa família se resume à colocar mais água no feijão. Pode ser que talvez seja, lá depois da décima criança. A família muda completamente.
Nem digo da relação entre a minha irmã e meu pai, por exemplo, que vai voltando aos trilhos desde a chegada da tampinha. Nem do fato de que a vida da minha mãe ficou muito mais corrida e, paralelamente, ela vem achando tudo muito bom. Tampouco importa a adição de um assunto novo na casa, um som novo de choro, coisa que já não se ouvia há muitos anos.
Digo desse calor. Dessa impressão de que, afora a pequena, tudo é um pouco menos importante. Tudo pode ficar pra depois mais um pouquinho, ela agora está rindo! Façam silêncio pra admirar a menina admirando a janela aberta, a luz entrando.
Criança é coisa muito mágica. Digo isso de cadeira, pois pude, nessa última semana, me aproximar mais de minha sobrinha, tomá-la no colo, ficar ali olhando, vendo os movimentos aleatórios, os sorrisos não intencionais, o olhar fixo nalguma coisa interessante além da nossa percepção. Tem aí uma ternura irradiante, daquelas que mistura euforia e alegria e grita: ainda dá tempo! Dá tempo de fazer tudo de novo, de amar melhor as pessoas, de estar com elas, de replantar as árvores cortadas do quintal. Criança é uma pilha nova na gente. É quase um alerta de que, se as coisas estão ruins, é porque largamos mão de fazer alguma coisa. Porque energia tem.
Perto daqueles olhinhos, daquelas mãozinhas que procuram nada, não há falta de dinheiro, mau humor ou qualquer outra coisa que incomode. Incomoda é não poder ficar ali pra sempre, com ela sentadinha no colo, tranqüila, olhos fixos na janela aberta: é como se tudo tivesse parado, e o que não parou simplesmente não importa.
E ainda tem “gente” que abandona bebê em terreno baldio, que joga criança pela janela, na lagoa.
Ah, se eles soubessem que dinheiro nenhum no mundo é capaz de pagar… Se arrependeriam, tenho certeza. E o mundo virava um lugar melhor, só pra essas Vitórias, Isabellas e Marias Eduardas pudessem dormir em paz.

Baião do Tomáz

Composição: Chico Saraiva/Luiz Tatit

Quando o filho do filho do pai
Nasceu tão bem
O avô que era pai do seu pai
Foi ver o neném
Ele viu que seu filho sorria
Isso já lhe agradou
Era o filho que o filho queria
E que agora chegou
Tinha um pouco do pai
E mais um pouco do avô

Quando a mãe desse filho do pai
Teve o neném
A avó que era mãe dessa mãe
Não passou bem
Ela via que a filha sofria
Isso lhe dava dó
Mas o filho da filha trazia
Uma alegria só
Tinha um pouco da mãe
E mais um pouco da avó

Muitos tios e tias
Já davam sinais
Que queriam ser os padrinhos
Só falavam desse sobrinho
Muitos outros filhos
Dos irmãos dos pais
Os maiores e os pequeninos
Não tiravam os olhos do primo
Que dormia em paz
Sonhava com os pais
Avós dos pais
E todos ancestrais

Era tanta gente
Não acabava mais
Uns pediam passinho à frente
Tio do tio também é parente
A cidade toda
Veio ver o Tomás
Que nascera, que maravilha
O menino, filho da filha
Que dormia em paz
Sonhava que juntou
Os tios os pais
Com todos os demais

[Eu vi]: Watchmen o filme – trailer

Postado em Cinema, Eu vi, Quadrinhos, Resenha em 19 Julho, 2008 por Lucas Ed.

Se “Batman – Cavaleiro das Trevas” é um filme irretocável, em uma coisa a sessão do filme me frustrou. Não digo da platéia, que contrária ao que se vê em estréias de filme como este, comportou-se muitíssimo bem (exceto por uma briga que ameaçou começar na fila de entrada). Digo da ausência do trailer de Watchmen, filme em produção sob a batuta de Zack Snyder (“300″) que adapta para a tela grande o clássico absoluto dos quadrinhos de super-heróis, produzido em 1986 por Alan Moore e Dave Gibbons.
O trailer já havia dado o ar da graça na internet na quinta-feira, com a notícia de que antecederia a exibição do maior filme de super-heróis já feito. De qualquer forma, eu vi e salvei a prévia no PC, dotado da certeza de que, muito rapidamente, o filme sumiria dos anais de Youtubes e congêneres. Não deu outra.
Como sou um cara muito legal (e bem pouco modesto) divido com vocês, prezadíssimos leitores, o resultado de minha salvaguarda. Clica aí em baixo e curte, que mais abaixo eu dou meus pitacos (mas assiste primeiro, ok?)!

Trailer sensacional, não? Emocionante, tenso, incrível por dar vida aos personagens e situações que só vimos antes na ótima arte do Dave Gibbons, né? Pois é. Não discordo.
Mas olhe com mais atenção. Finja que você desconhece Watchmen, está tendo o primeiro contato. O que você vê? O trailer de um filme de super heróis reflexivo (tipo o recente TDK ou “Corpo Fechado”) ou um filme de super-heróis voltado para a ação, adrenalina tipo “Blade” ou “X-men 3″?
Eu sei o que eu vejo: vejo um ótimo trailer de um filme de ação. Mas não vejo Watchmen. Veja bem, a graphic novel tem ação? Claro que tem, mas ela é conseqüência, não o mote todo da coisa. Você é capaz de perceber o clima de medo, de tensão pela guerra nuclear que permeia a graphic? O pessimismo, a sensação de mãos atadas que praticamente todos os personagens vivem?
Aqui reside o meu medo. Muita gente, muita mesmo, se empolgou bastante com o trailer que, como eu disse, é sensacional. Mas ele é Watchmen? Numa história tão grande (que certamente será bastante “reduzida” na versão final) faz sentido se deter de forma pormenorizada, ampliando os efeitos de adrenalina de passagens como o incêndio no cortiço? (não digo de cortar a cena, de forma alguma. Mas a Silk Spectre quebrando o telhado? É necessário? Se você quer fazer um filme de ação, sim!) Para extender essa cena, o que precisou ter de ser cortado? Quais diálogos e sacadas perderemos? E a cena de uma rebelião no presídio, também com a Spectre e o Coruja? E o Coruja batmesco?
Eu tenho medo. O trailer é sensacional demais. Ou, como disse outra pessoa, é um videoclipe maravilhoso. O melhor é ter cautela e, como sempre diz o showman Senor Abravanel, “eu só acredito… Vendo!”.

P.S.: Smashing Pumpkins na trilha? Pô! Eram os anos 80! Cade Billy Idol, The Cure, New Order…?

[Eu vi]: Batman – O Cavaleiro das Trevas

Postado em Cinema, Eu vi, Resenha em 19 Julho, 2008 por Lucas Ed.

Meninos, eu vi.

São exatamente 04h05min de sábado, dia 19 de julho de 2008, e eu ainda estou sob efeito de “Batman – o Cavaleiro das Trevas”, cuja sessão terminou exatamente às 00h30.
O que dizer do filme? Que é fabuloso? Não basta. Sensacional? Não. Estupendo? O melhor filme de super-heróis já feito? Talvez agora estejamos falando do mesmo filme! Mas vamos com calma: é hora de domar o espírito de euforia e escrever sobre a obra.

Batman – o Cavaleiro das Trevas (ou simplesmente “TDK”, do título em inglês) nos apresenta mais uma vez a vida de Bruce Wayne (Christian Bale) e do guardião noturno de Gotham City, o Batman. Do ínicio de sua carreira até o momento que o filme aborda já se passou um ano, e se o Batman encontra-se mais experiente, também está mais enérgico: é preciso riscar a criminalidade de Gotham, mesmo que para isso seja preciso atravessar o mundo.

Entretanto, depois do aperto passado pela cidade nas mãos do Espantalho e de Ra’s al Ghul, tudo que se pode pensar é que agora os problemas se resumem às máfias e à corrupção na máquina estatal, até que surge um sujeito maluco, terno roxo sob medida e maquiagem na face, trazendo problemas tanto para a polícia quanto para os chefões do crime: o Coringa (Heath Ledger).
Paralelo a tudo, Gotham vê surgir uma esperança no fim do túnel, personificada pelo idealista promotor Harvey Dent (Aaaron Eckhart).
Pronto, esse é o mote principal do filme dirigido e escrito por Cristopher Nolan (com o auxílio de seu irmão nos roteiros). Mas o filme é muito mais. É mais que um filme de herói, é um filme emocionante, tenso sobre um psicopata homicida e aqueles que ousaram se colocar em seu caminho. E tudo isso é mostrado com uma competência sem igual nos filmes de super-herói já feitos até hoje.
Não há muito o que falar sem entregar nada do filme, apenas que, para mim, foi uma experiência incrível: um filme sensacional, com um roteiro idem, com cenas de computação gráfica perfeitas (sério: todo filme derrapa no CG. Em Homem de Ferro, a saída da caverna com a Mark I é plástica. Em Hulk, várias cenas ficaram ruins. Em Superman Returns, a virada de pescoço para pulverizar as rochas que caiam sobre o povo ficou ruim. Em TDK, nada destoa ou incomoda), com interpretações dignas de aplausos. Inclusive, Ledger leva, postumamente, o troféu de melhor interpretação do Coringa que já vi na vida, posto que até então era ocupado pela aparição do vilão na segunda temporada do desenho animado da Liga da Justiça, no episódio duplo chamado “Cartas Selvagens”. Seu Coringa é louco. Como deve ser.
Quer saber? Parem de ler isso aqui, vão ver o filme!

Batman – O Cavaleiro das Trevas, Warner, 2008.

Nota: Cinco Oinc’s!

Palmas para o maestro. Pena o Ledger ter abotoado o paletó. Eu queria mais uma dose!

Blueberry

Postado em Suínoverso em 15 Julho, 2008 por Lucas Ed.
Praticamente um viciado em nuvenzinhas azuis-claras como plano de fundo…

[Estou ouvindo] Luiz Tatit

Postado em Estou ouvindo, Luiz Tatit, Resenha em 14 Julho, 2008 por Lucas Ed.
Não sei o que foi que eu fiz
Pra merecer estar radiante de felicidade
Mais fácil ver o que não fiz
Fiz muito pouca aqui pra minha idade
Não me dediquei a nada
Tudo eu fiz pela metade, porque então tanta felicidade
E dizem que eu só penso em mim, que sou muito centrado
Que eu sou egoísta
Tem gente que põe meus defeitos em ordem alfabética
E faz uma lista
Por isso não se justifica tanto privilégio de felicidade
Independente dos deslizes dentre todos os felizes
Sou o mais feliz

Diz minha mãe, desde os tempos de não sei quando, que “quem tem amigo no mundo não morre pagão”. É difícil contradizer essa máxima: se fosse falsa, eu morreria pagão, que no caso equivale a não conhecer o trabalho do cantor, compositor, doutor Luiz Tatit.
Foi o Fabrício quem me deu a dica: “baixe qualquer coisa do homem”. Fico feliz de na vida ter amigos como os que eu tenho!
Baixei e agora estou eu aqui, embasbacado e sem saber o que dizer pra vocês sobre o sujeito. Bem, vamos com os dados que todo mundo pode conseguir, pra ver se vai saindo algo mais.
Luiz Tatit, como disse, é cantor, compositor, toca violão, é doutor em semiótica da canção e professor da USP. Fez parte de um grupo experimental (à princípio) chamado “Rumo” e não compõe: escreve poesias e as declama sobre bases de melodia. Suas letras, enormes, contam histórias, fazem refletir e tocam o coração, pela beleza e simplicidade lindíssimas. Ao modo dos cantores infantis, Tatit, ao cantar, é como se contasse um “causo”: a voz é mansa, doce, e a entonação muda para dar vida a personagens e recriar situações. E isso tudo pra não falar das melodias, coisa que eu nunca reparo numa música, mas que é inevitável de fazer nas composições dele. Não entendo nada de técnica de música, portanto posso estar falando uma imensa bobagem, mas as melodias do Tatit me parecem cheias, portentosas, com sentimento próprio: o peito aperta ao ouvi-las, os ouvidos, unidos, pedem mais, muito mais!
E ele faz poesia música de tudo: da musa que não quer ouvir uma poesia (“Haikai”), faz fábula (“O Rei”), apresenta um amor de verdade (“A companheira”), faz metalinguagem (“Essa é pra acabar” e “O meio”), conta do nascimento de uma criança (“Baião do Tomás”). Mas não são pra cantar junto. Com Luiz Tatit, a boca se fecha, recolhe-se à sua insignificância e dá voz aos ouvidos, ao coração – e a gente acaba mais sentindo do que ouvindo. É sem receio nenhum que eu digo que nunca ouvi nada sequer parecido, e nenhuma palavra descreve melhor isso que ouvi do que “lindo”. Simplesmente.

Fabrício recomendou, Raquel endossou e digo mais: escute aninhadinho com o seu bem. E não esquente a cabeça de der a impressão de que o mundo parou.

[Eu li] A Era de bronze dos super-heróis

Postado em Eu li, Quadrinhos, Resenha em 14 Julho, 2008 por Lucas Ed.
Muita gente me chama de rancoroso. Diz que eu não esqueço as ofensas que sofro, os desgostos pelos quais passo e, portanto, sou incapaz de dar uma segunda chance às pessoas.
Se nas minhas relações interpressoais isso pode até ter alguma carga de verdade, a mesma coisa não se aplica à minha vida cultural: quando num primeiro contato eu não gosto do trabalho de alguém (diretores de cinema, atores, músicos, desenhistas de quadrinhos, escritores) é quase regra que eu acabo por dar uma segunda chance. Foi assim com Pedro Almodóvar, Los Hermanos, Darren Aronofsky e agora, com Roberto Guedes. Infelizmente, dos quatro que citei, somente os Hermanos fizeram valer a segunda chance, mostrando que minha primeira impressão era errônea.
Terceiro livro do editor de quadrinhos, roteirista e fanzineiro Roberto Guedes, “A Era de Bronze dos Super-Heróis” é um livro, pretensamente histórico, sobre aquela que muitos consideram ser a última grande fase memorável dos quadrinhos de super-heróis norte-americanos, compreendida entre meados dos anos 70 até 1985. Grandes diferenciais desse período foram algumas novidades surgidas no mercado de supers gringo: a entrada da primeira geração de fãs para os anais das editoras, produzindo; o surgimento do Mercado Direto, das Graphic Novels e das Minisséries; entre outras coisas. Assim, se você é um leitor de quadrinhos hoje e está, pelo menos, na casa dos vinte e poucos anos de idade, sabe que começou a ler gibis por conta do que foi produzido nessa fase, o que dá uma (vaga) noção da importância dela.
Isso dá uma noção também, de porque que eu, apesar de ter detestado o livro anterior do Guedes, “A saga dos Super Heróis Brasileiros”, e do precinho salgado deste recém-lançado (R$39,90), decidi me arriscar: como contei no post anterior, as melhores e mais memoráveis HQ’s que eu eli (fora uma ou outra excessão) são deste período. Infelizmente, como já dei a entender, o livro fica muito aquém das espectativas.
Veja bem, não estou, em momento algum, questionando o conhecimento do Roberto Guedes: que o cara de fato sabe sobre os quadrinhos, historicamente, não ficam dúvidas. Entretanto, da mesma forma, proporcional a seu conhecimento é sua incapacidade de passá-lo adiante, de forma prazerosa, clara e eficiente. “A Era de Bronze dos Super Heróis” (que passarei a chamar de EBSH, pra economizar) é, não tenho dúvidas, absurdamente superior ao livro anterior do autor, cujos deslizes beiraram o insuportavelmente irritante. EBSH, porém, está longe de ser um bom livro, sequer podendo ser chamado de “mediano”: era de se esperar mais, muito mais, do primeiro livro do mundo sobre a Era de Bronze.
Assim, o livro mantém erros que já estavam presentes no seu antecessor, como o deslocamento das imagens, que hora aparecem adiantadas, ora atrasadas do texto a que se referem. Desta vez. porém, o erro é agravado por conta de um dos “marcos” da Era de Bronze: ora, se é característico dessa fase a entrada dos primeiros fãs no mercado, é importante que se apresente, visualmente, as artes que são citadas, dos artistas citados. Um caso particularmente gritante disso é a capa da revista Action Comics 419, de dezembro de 1972, feita por Neal Adams: é citada como famosa, a nota de rodapé conta inclusive que foi a capa da edição nº1 do Super-Homem pela editora Abril mas… nada da capa. Certamente, se o livro tivesse sido escrito há dez anos, poderia se alegar simplesmente a falta desse material, mas hoje com os recursos da internet, é lamentável tamanho descuido (bastou uma procura rápida na internet para localizar as duas versões da capa). Ainda quanto à parte gráfica, muitas artes aparecem sem legendas suficientes: muitas simplesmente transcrevem o que a imagem apresenta (sendo, portanto, desnecessárias) e muitas outras omitem o nome do autor delas. Isso sem contar as ilustrações que simplesmente não tem nada a ver com o texto, e trazem consigo infoboxes que… Não acrescentam nada! É o caso do infobox sobre os T.H.UN.D.E.R. agents da página 194, que sobram mais que jiló no jantar.
Outro ponto incomôdo é a ausência de um eixo eficiente de organização. Separar o livro entre Marvel e DC e, posteriormente, entre os personagens das duas não funciona, torna o texto confuso, arrastado e não dá a correta noção do dinamismo do mercado de então. Ainda, tal escolha favorece uma constante repetição de informações: no capítulo da Marvel somos informados, por exemplo, de que em determinado momento um autor sai da editora e se dirige à Distinta Concorrente, e essa informação é repetida (como se fosse nova) no capítulo da própria DC e ainda em outras várias passagens. Cansa, como no caso da passagem de Jack Kirby por esta editora: tal fato é nos contado em detalhes no capítulo sobre a DC (o segundo) quando o terceiro capítulo será só sobre esse famoso criador! Da mesma forma que as imagens, algumas informações estão deslocadas no tempo: um autor (John Byrne, por exemplo) é citado num determinado momento, mas só será devidamente apresentado (dizendo de onte veio, o que fazia, como fazia) muito depois. É assim que Gary Friedrich surge, tal qual Pilatos no credo, simplesmente como um alcoólatra que divide o apartamento com Roy Thomas à página 143, para só na 148 termos um vislumbre objetivo e específico de quem ele foi. Ou o caso absurdo de Jenette Khan, que será citada na imagem da pág. 33, mas apresentada somente na 197!! A mim parece que, orientar o livro segundo pequenos blocos cronológicos seria mais eficiente. Afinal de contas, é meio difícil saber se algo aconteceu antes ou depois de um evento, por exemplo, quando as informações estão separadas por editora. Fazer essa ligação, melhorando a fluidez do texto é, segundo creio, o trabalho de um editor. Assim, tanto na questão das imagens quanto da fluência do texto, foi esse profissional que fez falta.
Como escritor, Guedes sofre de alguns vícios bastante incômodos, como sua fixação no termo “fandom¹“, que é repetida até a exaustão, aparendo até em contextos que se percebe, claramente, que ela não seria a melhor escolha. O autor parece desconhecer que, apesar de a expressão ter sido cunhada já nos anos 20, não “colou” no contexto brasileiro como sua parente “fanzine”, por exemplo. Então, em muitos momentos, quando leríamos satisfeitos o uso do termo “os fãs” ou “os leitores”, somos empurrados güela abaixo o “fandom“, dando ao texto um ar de petulância e de suposta intelectualidade que chega a incomodar.
Entretanto, à despeito de tudo o que já citei, o pior de todos os problemas do livro (ok, ele empata com a questão do eixo norteador) é que Roberto Guedes, ao menos aparentemente, não sabe para quem está escrevendo. Veja bem: uma regra básica de qualquer manual de redação e escrita é: tenha em mente quem é seu alvo. Parece que Guedes pulou essa lição, não se decidindo se está escrevendo para leitores iniciantes no mundo dos comics ou para leitores veteranos. Isso fica evidente quando se nota que umas vezes ele se detém a explicar demais conceitos simples, e noutras simplesmente ignora o exercício de demonstrar outros tantos conceitos. Um exemplo constante no livro é que gasta-se tempo contando quem é e a trajetória de Carmine Infantino, por exemplo, mas não de Julius Schuwartz: o leitor com “tempo de janela” sabe quem são os dois, mas o novato desconhece igualmente a ambos. Se fazemos um retrospecto de um, é preciso fazer também do outro (ainda mais quando esse outro trabalhou apenas 60 anos numa editora…). A dica é sempre tomar que seu leitor é um leigo no assunto que você está tratando: assim você acaba explicando tudo, tin-tin por tin-tin. Incomoda um pouco o leitor mais experiente, mas não deixa ninguém na mão. Outra manifestação dessa indecisão é a linguagem: prum pioneiro livro “histórico”, EBSH tem opiniões demais, é saudosista e passional demais, a começar pela introdução botequesca de Marcio Baraldi.
Ao final, a sensação que o livro passa é um tanto esquizofrênica, como se as coisas não tivessem propriamente uma ligação. Olhando as referências bibliográficas do livro, constatamos que o próprio Guedes é a maior delas, dando uma hipótese forte para essa esquizofrenia: o livro que se tem em mãos não é uma obra única, mas o reagrupamento de outras pequenas obras, publicadas em fanzines e coletâneas de quadrinhos que Guedes editava. Daí, o resultado é o que se vê, o que é uma pena: potencial tinha, a fase enfocada é importante e interessante, mas faltou competência.
Mas o livro tem um lado bom. Precisa ser peneirado, filtrado, mas está lá: a constatação que tudo o que se vê hoje nos quadrinhos já rolou antes. Tudo. Até a pretensa inovação de uma “Planet Hulk”, por exemplo.

GUEDES, Roberto. A era de bronze dos super-heróis. São Paulo: HQ Maniacs, 2008. 240 páginas, 21 X 28cm, R$39,90:

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¹ Aglutinação similar à fanzine, que une as palavras em americanas “fan” e “kingdom“, que significam, respectivamente, fã e reino, domínio. Ou seja: fandom é o reino, o grupo dos fãs de alguma coisa.

600 posts: Next generation!

Postado em Bem vindo ao mundo do bizarro Alex em 11 Julho, 2008 por Lucas Ed.
Sim, esta é a seiscentésima (é isso mesmo?) postagem desta quarta encarnação do Chickeiro.
Como não tenho nada de supimpa referente à data pra postar, então, saco-lhes algo que acabei de fazer:
Meu filho Minha filha com a Raquel! Sim! Cortesia do MakemeBabies!

Make Babies with friends and celebs!

Num é uma gracinha? As bochechas, a boca e a testa (sim, a testa) são dela. Mas o nariz é meu!

Agora, se me dão licença, vou ali tentar fazer um filho na Scarlett Johansson!