Eu tenho: Comandante Cobra edição comemorativa!

Este review participa da promoção do blog pastel de vento: Quer ganhar uma action figure da DC DIRECT?

O que talvez muita gente não saiba, é que desde de pequeno eu sempre gostei de bonequinhos. Sim, aqueles “hominhos” que hoje, já velho, passei a chamar de ”action figures” (de repente, pra gerar um certo distanciamento da idéia de coisa de criança. Você acha que funciona? Eu sei que não!).
Gostava particularmente dos Comandos em Ação (G.I. Joes no original): eram articulados pra dedéu (principalmente se comparados aos playmobil’s e He-man’s da vida, outros bem colocados na escala de preferências). Tive aos montes (bem menos do que gostaria), e eles foram os que melhor sobreviveram à adolescência.
Na época rolava também um desenho animado, que eu nem gostava tanto, mas servia pra se saber quem era mau de verdade entre os maus e bom entre os bons. Engraçado que eu nunca via graça no vilão-mór do negócio, o infame Comandante Cobra: achava-o meio bundão, sem graça. O Destro era muito mais legal (e acabou tendo uma série própria de bonecos, a “Força Destro”. Lembro até hoje).
Mas, de mais ou menos dois anos pra cá, a figura bizarra, meio Kun Klux Klan do líder dos C.O.B.R.A. me tomou de assalto. Juntei dezenas de imagens pela net afora: um vilão foda, senhores!
Essa minha fixação repentina chegou ao auge quando, procurando Joe’s a esmo no Mercado Livre, descobri uma edição especial lançada pela Hasbro: G.I.Joe 25th Anniversary 1982-2007. E o melhor de tudo: com um Comandante Cobra em leilão! Assim, com algum esforço, acabei adquirindo-o no mês passado. E é sobre essa figura sensacional que faço a presente resenha.

Comandante Cobra: o mistério do mal encarnado!

1 – A embalagem

1.1 – A cartela

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Graças aos espíritos dos anos 80, a Hasbro não fez nenhuma tolice ao lançar essa série de 25º aniversário, e a embalagem, assim como time que está ganhando, continua como sempre foi. Inclusive com aquela pintura bacana, totalmente década perdida, do personagem. O verso também manteve-se: temos um pequeno checklist das figuras, mostradas através de suas respectivas pinturas.
Na parte de baixo do verso da cartela, aquilo que os colecionadores consideram quase tão importante quanto a própria figura: a ficha arquivo do personagem! Cara, essa embalagem foi como voltar no tempo. Uma prova de que não é preciso nada mirabolante em termos de embalagem: basta ser funcional (e apelar um pouquinho pras boas lembranças…).

1.2 – O “sarcófago”

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Eu particularmente chamo de sarcófago aquele molde plástico que envolve as figuras. Geralmente bem justo, serve para que o boneco não fique “dançando” dentro da embalagem (como acontece com as figuras da linha PeaceKeepers, Comandos em Ação genéricos – mas bacaninhas – vendidos pelas Lojas Americanas).
Nesta função, o sarcófago do Comandante Cobra é bem sucedido. Justinho, dispensa o uso daqueles araminhos encapados, comuns de se ver em brinquedos. Aqui, apenas uma ressalva: o
lugar de encaixe da pistola do Comandante. É tão justo e atua de forma tão firme (a arma passa por baixo de uma espécie de ponte) que fiquei com medo de estragar a pistola.

Nota para o item “Embalagem”:
Cinco porquinhos!

2 – A figura

2.1 – A figura em si

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Meu amigo, vou te contar uma coisa: trata-se de uma figura de encher os olhos! Pintura muito boa, articulações absurdamente firmes (graças a algumas mudanças no design original dos Joe’s. Comentarei melhor no próximo sub-item), e modelagem irreparável.

Inclusive, nesse quesito, vale ressaltar os pontos de tecido: é, porque muita gente esquece que, ao contrário de muitos personagens dessa coleção, o Cobra Commander não usa uma roupa de combate propriamente dita. Do contrário, ele se veste com um traje militar de gala, com uso inclusive de sapatos finos e polainas. O cuidado na escultura refletem essa particularidade: lembraram-se até de amarrotar a calça em conseqüencia do uso de um porta-faca na coxa esquerda! Tá, eu sei, não é nada de novo quando se compara com os antigos Joe’s, mas para um colecionador acostumado com os estilizados JLU, é um traço admirável…
O único porém, no que tange à figura em si, fica por conta de uma falha na pintura que muito me intristeceu: a ausência do símbolo do C.O.B.R.A. no capuz. O personagem tradicionalmente tem esse detalhe, a pintura da cartela também tem mas a figura mesmo, em si, não. Inclusive, fui até o site Yo Joe!, sobre os bonecos, pra ver se o problema era só da minha figura. Lá, os caras chegam a ser obsessivos ao listar inclusive variações de uma peça para outra de uma mesma wave. Entre as variações do C.C. (o Comandante Cobra em questão é a edição nº 25, coincidentemente) , só listaram diferenças de tonalidade no capuz (em decorrência de diferença de material) e de precisão da pintura das fivelas na coxa. Ou seja: não existe o Cobra Commander edição de aniversário com o símbolo no capuz. Uma falha terrível, considerando o caráter comemorativo da figura.

2.2 – A figura, comparativamente

Um dos maiores medos que eu tinha, quando fui adquirir a figura, era seu tamanho em relação aos Joe’s tradicionais. Como se pode ver pelas fotos, o tamanho tradicional foi mantido (em torno de 10-10,5 cm), o que deixou me deixou muito satisfeito.À esquerda, um G.I.Joe tradicional (Corta-Fogo) e com um da última wave no Brasil (Gung-Ho)

Entretanto, as similaridades entre a figura e seus antecessores termina nas proporções: a escultura dessa nova série e sua relação com as articulações é coisa de outro mundo!
Assim como a última série dos personagens lançada no Brasil (em que vinham dois bonecos por cartela) esta edição de 25º aniversário dispensa o famoso “O-ring”, aquele anel de borracha que, nos bonecos tradicionais, unia o tórax às pernas, prendendo o quadril no processo. esse componente era danado pra ressecar e quebrar, fazendo de muitos velhos Joe’s veteranos de guerra com as pernas “amputadas”. Entretanto, diferente da última série lançada por estas bandas, esta série não possui apenas aquele corte de cintura que permite que o quadril gire 360º. Do contrário, o quadril se une ao tórax através de um mecanismo esférico de acoplagem: o boneco não só gira os quadris, mas também estufa e encolhe o peito.
Outra mudança, já observada na wave anterior, é a mudança do material dos braços. Sai o plástico duro de antigamente para a entrada de uma espécie de borracha bastante dura, mas ainda um pouco maleável. Ou seja: o fim dos polegares que se quebram com o “uso”! Nos cotovelos, tivemos uma sensível melhoria na articulação. Continua sendo do tipo “dobradiça”, mas agora é de uma forma arredondada que permite, ao mesmo tempo, movimentos de abertura e fechamento dos antebraços como de rotação. Além disso, o inderior da articulação aparentemente adquiriu “dentinhos”: pequenos pininhos, como de uma engrenagem, que, além de tornarem a articulação muito mais firme, ainda facilitam para que ela seja “estacionada” em pontos intermediários entre “totalmente aberto” e “totalmente fechado”. Os ombros também seguem a mesma linha. Ainda no ante-braço, a figura agora tem dois pontos de rotação: o já citado nos cotovelos e um outro, mais próximo da mão, escondido pelas luvas (creio ser no ponto de encaixe das luvas).

As pernas mantêm-se ligadas ao corpo através do tradicional “cabide” de metal, mas me pergunto como este se prende ao tórax, já que não há mais o O-ring. Entretanto, para saber disso eu teria que desmontar a figura. Coisa que eu definitivamente não farei! (apesar de que, ao contrário dos antigos, ele não possui mais aquele pequeno parafuso no meio das costas, dificultando a prática das tão constantes cirurgias…).
Voltando às pernas, os joelhos são agora de três partes: a coxa, a rótula e porção inferior da perna. Com isso, a adição de uma “rótula” o movimento de flexão da perna ficou muito mais natural e eficiente. Nos pés foi adicionada uma nova articulação, inexistente em quaisquer das séries anteriores. Ela permite que se gire o pé em relação ao calcanhar e que se faça movimentos “de ponta” (como se a figura fosse ficar na ponta dos pés). Entretanto, no Comandante Cobra especificamente, esse movimento não pode ser feito, já que a barra da calça impede-o.

2.3 – Os acessórios
Uma festa modesta, senhoras e senhores… Alguns podem se decepcionar, já que o Comandante vem apenas com sua inseparável pistola laser e uma base, onde pode-se ler o codinome do personagem. Só. Fim.
Entretanto, é importante citar que este é o equipamento padrão do personagem (digo, só a pistola. A base só existe na linha 25th), como se pode ver já na primeira figura lançada dele, de 1982.

Mas vale destacar duas coisas: 1) a base. Achei muito bacana. Tem o símbolo do C.O.B.R.A. em alto-relevo na porção superior e o nome do personagem impresso na borda frontal. Muito bacana, sobretudo para colecionadores (a quem se destina essa wave); 2) o “coldre” da pistola laser. Nada de bolsos ou encaixes na cintura. Nesta figura do Cobra Commander há, nas costas do personagem, um encaixe bem justo onde se pode acoplar a arma, deixando-o como uma mochila. Bem legal!

Nota para o item “A figura”
Quatro porquinhos e meio. A ausência do logotipo C.O.B.R.A. na testa do personagem fez falta…

3 – O preço e disponibilidade

Ao que me parece, essa série realmente não chegou ao Brasil (faz tempos que não chega algo dos Joe’s), sendo que a única forma de adquirir figuras dessa wave é através de importação direta ou sites de leilão, como o Mercado Livre.
Comprei minha figura lá, através de negociação normal (o famigerado “leilão”) e admito que ela saiu um tanto quanto cara: R$ 42,00, fora as despesas de envio. Digo cara porque, se bem me lembro, bonecos dos Comandos em Ação não eram as figuras mais dispendiosas das lojas de brinquedo, sendo, inclusive muito populares. Entretanto, dada a questão de ser importado e coisa e tal…
Vale citar que, ao dar nova busca no Mercado Livre enquanto escrevia este post, encontrei outras figuras da série 25th a preços mais baixos, como R$ 20,00. Para quem gosta das figuras e é colecionador, creio que vale muito a pena a garimpada atrás de figuras desta wave, relativamente fáceis de achar e com preço mediano.

Nota do item “Preço e disponibilidade”:
Três porquinhos. O preço e disponibilidade, com pesos opostos, equilibraram a média.



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