Arquivo para Janeiro, 2008

It’s a trap, Bino!

Posted in curiosidades on 30 Janeiro, 2008 by Lucas Ed.

It’s a trap, Bino!

Posted in curiosidades on 30 Janeiro, 2008 by Lucas Ed.

Sonhos, sonhos são

Posted in Faculdade, Sonhos on 30 Janeiro, 2008 by Lucas Ed.
Talvez seja o tédio, talvez seja a falta de grana (com IPVA e cia, não adianta muito eu ficar deprimido e ir pro shopping gastar fábulas em DVD’s…), mas eu começo a desejar a volta às aulas. Tô com saudade da paisagem, do povo, das conversas inúteis, dos trabalhos pra não fazer e das matérias pra não estudar.
Inclusive isso se refletiu num sonho bizarro.

Era o primeiro dia de aula (que não tem a menor emoção que tinham os primeiros dias de aula na escola). Os corredores da assombrosa FaFiCH estavam cheios, abarrotados de gente, todos vestindo roupas pretas, camisas risca-de-giz. Eu não estava usando esse tipo de estampa, mas acho que tava de preto, já que não me senti muito deslocado. Ao longe eu vi o Pão-de-Mel-boy, carregando um monte de bolinhas azuis, pequenas, como aqueles gelinhos permanentes (sabe quais? Umas bolinhas plásticas com um líquido dentro que vc põe no congelador e depois usa nas bebidas), e eu disse para quem estava comigo (não sei quem era) que era inteligente ele usar aquilo para conservar os pães-de-mel. Em seguida, encontrei com o Cristiano, chefe do colegiado, que me deu uma bandeja circular cheia dessas bolinhas, mas cinza e não azuis. Havia bolinhas na parte de cima e na parte de baixo da bandeja (as da parte de baixo estavam colocadas apertadinhas, de modo que uma segurava a outra). De perto pude ver que não eram gelinhos permanentes, já que dentro, ao invés de líquido, tinha outras muitas bolinhas menores, que me lembraram silica-gel (uns saquinhos que vêem nas caixas dos tênis, para que eles não mofem. Vc já deve ter visto).
No caminho para a minha sala (que agora fica longe pra dedéu) comecei a cutucar as bolinhas de baixo, arrancando uma e fazendo com que as outras começassem a cair (e eu me equilibrando para segurá-las). O corredor estava abarrotado de pessoas, e eu pude cumprimentar, de passagem o Ado, que também usava uma camisa preta de risca.
Quando cheguei à minha sala (que era enorme e tinha muito mais pessoas que de costume) todo mundo estava comportadamente sentado, vestindo, TODOS, camisas brancas de botão e calças pretas (novamente, não sei o que eu vestia, mas era totalmente diferente disso, o que me fez sentir um imbecil). Procurei um lugar pra sentar e o Waldir mais que rapidamente me mostrou que a cadeira à frente dele estava vazia, e me ofereceu uma sacola plástica (lembra que eu tava segurando as bolinhas pra não cair?). Sentei-me e fui perguntar que porra era aquilo, aquelas bolinhas que nem todo mundo tinha. Ele e o Paulim Carái iam me responder quando… Eu acordei.

Damien.

Agora é moda: os peitos da Marimoon

Posted in Vida moderna, curiosidades on 29 Janeiro, 2008 by Lucas Ed.
Imagem gentil (e inconscientemente) cedida pelo Judão.


Tem certas coisas que eu desenvolvo num instante, chego a nutrir algum sentimento e, pouco depois, já nem lembro.
Foi assim quando eu descobri o blog “Anti-fotologers”, que tinha uma proposta inicialmente interessante de rasgar o verbo contra a tonelada de “celebridades” que pipocam pela contemporaneidade, dotadas de nada sobre coisa nenhuma (sim, eu também estou falando do seu Big Brother favorito). O blog detinha-se sobretudo nas “celebridades” da internet, mais ainda, dos fotologs. Gente como Mariana Lima, a.k.a. Marimoon. Eu já conhecia a moça, creio que por meio do Kravis e seus infindáveis fotologs. Mas só fui dar atenção real à rapariga depois do “Anti…”, já que ela era uma espécie de arquinimigo, o Mum-Ha da coisa toda.
Marimoon é um caso clássico dessas “celebridades” contemporâneas que eu dizia. Não produz nada e é portadora de um discurso tão contraditório e abarrotado de clichês que a impede de se enquadrar no grupo dos que têm algo a dizer (como a Elke Maravilha, com quem ela até se parece com esses cabelos bizarros). O fato é que ela tem imagem, e dotade desse artifício, consegue muito mais coisa do que eu, você e muita gente consegue com cérebro e argumentos: um fotolog lotado de comentários, vendas boas numa loja virtual superfatureira, contrato com a Melissa e um programa na MTv. Sim. Um programa na MTv.
O que ela vai fazer lá? Não sei. Certa feita, assistindo ao programa do Lobão (acho que chama-se Debate MTv ou coisa que o valha) a moçoila estava presente, quando se discutia se “O internetês está matando o português?”, e a participação dela, além de pífia, gerou grandes momentos de vergonha alheia.
No fim, ela é só mais uma. Mais uma estrela nessa constelação dos nossos tempos, ao lado de Íris Stephanelli, Diego Alemão, Bambam e tantos outros.

Nhé. A verdade é que eu bem gostaria de “ser” a Marilua. Não no sentido pederasta que você ousou imaginar, mas no sentido de ganhar uma fábula de grana e fama via MTv sem precisar fazer esforço maior que ligar o timer da câmera e correr pra frente da lente…

Gonçalo M. Tavares

Posted in Gonçalo M. Tavares, Poesia, catarse on 29 Janeiro, 2008 by Lucas Ed.


A verdade é que chegados ao fim da vida até os velhos mais
sábios olham para cima, para o céu, ou para baixo, para a
terra, e perguntam: de que se trata?
O que é a vida?
Para que é isto?

Todos somos grandes imbecis, essa é que é a verdade.

Há 1 poeta espanhol que escreveu:
Yo era um tonto y o que ha visto ma ha hecho dos tontos.
Vou traduzir. Eu sei espanhol.
Eu era um tonto e o que vi fez de mim dois tontos.
Isto é a tradução.
Eu era um tonto e o que vi fez de mim dois tontos.

Em suma, somos todos uns grandes imbecis.
Não percebemos nada de nada.
Podemos andar muito, mas vamos acabar por chegar no
mesmo lugar de onde partimos.
A olhar para o céu e para a terra e a perguntar:
de que se trata?

Afinal de contas, esta coisa de antes não estarmos vivos, e de
depois estarmos vivos e de depois morrermos, de que se trata?
De que se trata realmente?

Nota suína: Quero logo, quero já, voltar ao lugar de onde parti há muito tempo.

A que se destina o homem que se perde de seu destino?

Posted in catarse on 28 Janeiro, 2008 by Lucas Ed.

Tenho andado melancólico.
Amores de infância e ex-companheiras têm me assaltado à noite.

Não é coisa boa de se ver no travesseiro.

Não quero ser nada. Altar, formatura, banca de jornal
quero meu carro, quero estrada, quero sem rumo, quero querência pura.

Quero novo travesseiro, este tem me feito mal.

Quero aquele silêncio solitário e feliz.

Eu tenho: Comandante Cobra edição comemorativa!

Posted in Resenha, curiosidades on 24 Janeiro, 2008 by Lucas Ed.
Este review participa da promoção do blog pastel de vento: Quer ganhar uma action figure da DC DIRECT?

O que talvez muita gente não saiba, é que desde de pequeno eu sempre gostei de bonequinhos. Sim, aqueles “hominhos” que hoje, já velho, passei a chamar de ”action figures” (de repente, pra gerar um certo distanciamento da idéia de coisa de criança. Você acha que funciona? Eu sei que não!).
Gostava particularmente dos Comandos em Ação (G.I. Joes no original): eram articulados pra dedéu (principalmente se comparados aos playmobil’s e He-man’s da vida, outros bem colocados na escala de preferências). Tive aos montes (bem menos do que gostaria), e eles foram os que melhor sobreviveram à adolescência.
Na época rolava também um desenho animado, que eu nem gostava tanto, mas servia pra se saber quem era mau de verdade entre os maus e bom entre os bons. Engraçado que eu nunca via graça no vilão-mór do negócio, o infame Comandante Cobra: achava-o meio bundão, sem graça. O Destro era muito mais legal (e acabou tendo uma série própria de bonecos, a “Força Destro”. Lembro até hoje).
Mas, de mais ou menos dois anos pra cá, a figura bizarra, meio Kun Klux Klan do líder dos C.O.B.R.A. me tomou de assalto. Juntei dezenas de imagens pela net afora: um vilão foda, senhores!
Essa minha fixação repentina chegou ao auge quando, procurando Joe’s a esmo no Mercado Livre, descobri uma edição especial lançada pela Hasbro: G.I.Joe 25th Anniversary 1982-2007. E o melhor de tudo: com um Comandante Cobra em leilão! Assim, com algum esforço, acabei adquirindo-o no mês passado. E é sobre essa figura sensacional que faço a presente resenha.

Comandante Cobra: o mistério do mal encarnado!

1 – A embalagem

1.1 – A cartela

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Graças aos espíritos dos anos 80, a Hasbro não fez nenhuma tolice ao lançar essa série de 25º aniversário, e a embalagem, assim como time que está ganhando, continua como sempre foi. Inclusive com aquela pintura bacana, totalmente década perdida, do personagem. O verso também manteve-se: temos um pequeno checklist das figuras, mostradas através de suas respectivas pinturas.
Na parte de baixo do verso da cartela, aquilo que os colecionadores consideram quase tão importante quanto a própria figura: a ficha arquivo do personagem! Cara, essa embalagem foi como voltar no tempo. Uma prova de que não é preciso nada mirabolante em termos de embalagem: basta ser funcional (e apelar um pouquinho pras boas lembranças…).

1.2 – O “sarcófago”

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Eu particularmente chamo de sarcófago aquele molde plástico que envolve as figuras. Geralmente bem justo, serve para que o boneco não fique “dançando” dentro da embalagem (como acontece com as figuras da linha PeaceKeepers, Comandos em Ação genéricos – mas bacaninhas – vendidos pelas Lojas Americanas).
Nesta função, o sarcófago do Comandante Cobra é bem sucedido. Justinho, dispensa o uso daqueles araminhos encapados, comuns de se ver em brinquedos. Aqui, apenas uma ressalva: o
lugar de encaixe da pistola do Comandante. É tão justo e atua de forma tão firme (a arma passa por baixo de uma espécie de ponte) que fiquei com medo de estragar a pistola.

Nota para o item “Embalagem”:
Cinco porquinhos!

2 – A figura

2.1 – A figura em si

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Meu amigo, vou te contar uma coisa: trata-se de uma figura de encher os olhos! Pintura muito boa, articulações absurdamente firmes (graças a algumas mudanças no design original dos Joe’s. Comentarei melhor no próximo sub-item), e modelagem irreparável.

Inclusive, nesse quesito, vale ressaltar os pontos de tecido: é, porque muita gente esquece que, ao contrário de muitos personagens dessa coleção, o Cobra Commander não usa uma roupa de combate propriamente dita. Do contrário, ele se veste com um traje militar de gala, com uso inclusive de sapatos finos e polainas. O cuidado na escultura refletem essa particularidade: lembraram-se até de amarrotar a calça em conseqüencia do uso de um porta-faca na coxa esquerda! Tá, eu sei, não é nada de novo quando se compara com os antigos Joe’s, mas para um colecionador acostumado com os estilizados JLU, é um traço admirável…
O único porém, no que tange à figura em si, fica por conta de uma falha na pintura que muito me intristeceu: a ausência do símbolo do C.O.B.R.A. no capuz. O personagem tradicionalmente tem esse detalhe, a pintura da cartela também tem mas a figura mesmo, em si, não. Inclusive, fui até o site Yo Joe!, sobre os bonecos, pra ver se o problema era só da minha figura. Lá, os caras chegam a ser obsessivos ao listar inclusive variações de uma peça para outra de uma mesma wave. Entre as variações do C.C. (o Comandante Cobra em questão é a edição nº 25, coincidentemente) , só listaram diferenças de tonalidade no capuz (em decorrência de diferença de material) e de precisão da pintura das fivelas na coxa. Ou seja: não existe o Cobra Commander edição de aniversário com o símbolo no capuz. Uma falha terrível, considerando o caráter comemorativo da figura.

2.2 – A figura, comparativamente

Um dos maiores medos que eu tinha, quando fui adquirir a figura, era seu tamanho em relação aos Joe’s tradicionais. Como se pode ver pelas fotos, o tamanho tradicional foi mantido (em torno de 10-10,5 cm), o que deixou me deixou muito satisfeito.À esquerda, um G.I.Joe tradicional (Corta-Fogo) e com um da última wave no Brasil (Gung-Ho)

Entretanto, as similaridades entre a figura e seus antecessores termina nas proporções: a escultura dessa nova série e sua relação com as articulações é coisa de outro mundo!
Assim como a última série dos personagens lançada no Brasil (em que vinham dois bonecos por cartela) esta edição de 25º aniversário dispensa o famoso “O-ring”, aquele anel de borracha que, nos bonecos tradicionais, unia o tórax às pernas, prendendo o quadril no processo. esse componente era danado pra ressecar e quebrar, fazendo de muitos velhos Joe’s veteranos de guerra com as pernas “amputadas”. Entretanto, diferente da última série lançada por estas bandas, esta série não possui apenas aquele corte de cintura que permite que o quadril gire 360º. Do contrário, o quadril se une ao tórax através de um mecanismo esférico de acoplagem: o boneco não só gira os quadris, mas também estufa e encolhe o peito.
Outra mudança, já observada na wave anterior, é a mudança do material dos braços. Sai o plástico duro de antigamente para a entrada de uma espécie de borracha bastante dura, mas ainda um pouco maleável. Ou seja: o fim dos polegares que se quebram com o “uso”! Nos cotovelos, tivemos uma sensível melhoria na articulação. Continua sendo do tipo “dobradiça”, mas agora é de uma forma arredondada que permite, ao mesmo tempo, movimentos de abertura e fechamento dos antebraços como de rotação. Além disso, o inderior da articulação aparentemente adquiriu “dentinhos”: pequenos pininhos, como de uma engrenagem, que, além de tornarem a articulação muito mais firme, ainda facilitam para que ela seja “estacionada” em pontos intermediários entre “totalmente aberto” e “totalmente fechado”. Os ombros também seguem a mesma linha. Ainda no ante-braço, a figura agora tem dois pontos de rotação: o já citado nos cotovelos e um outro, mais próximo da mão, escondido pelas luvas (creio ser no ponto de encaixe das luvas).

As pernas mantêm-se ligadas ao corpo através do tradicional “cabide” de metal, mas me pergunto como este se prende ao tórax, já que não há mais o O-ring. Entretanto, para saber disso eu teria que desmontar a figura. Coisa que eu definitivamente não farei! (apesar de que, ao contrário dos antigos, ele não possui mais aquele pequeno parafuso no meio das costas, dificultando a prática das tão constantes cirurgias…).
Voltando às pernas, os joelhos são agora de três partes: a coxa, a rótula e porção inferior da perna. Com isso, a adição de uma “rótula” o movimento de flexão da perna ficou muito mais natural e eficiente. Nos pés foi adicionada uma nova articulação, inexistente em quaisquer das séries anteriores. Ela permite que se gire o pé em relação ao calcanhar e que se faça movimentos “de ponta” (como se a figura fosse ficar na ponta dos pés). Entretanto, no Comandante Cobra especificamente, esse movimento não pode ser feito, já que a barra da calça impede-o.

2.3 – Os acessórios
Uma festa modesta, senhoras e senhores… Alguns podem se decepcionar, já que o Comandante vem apenas com sua inseparável pistola laser e uma base, onde pode-se ler o codinome do personagem. Só. Fim.
Entretanto, é importante citar que este é o equipamento padrão do personagem (digo, só a pistola. A base só existe na linha 25th), como se pode ver já na primeira figura lançada dele, de 1982.

Mas vale destacar duas coisas: 1) a base. Achei muito bacana. Tem o símbolo do C.O.B.R.A. em alto-relevo na porção superior e o nome do personagem impresso na borda frontal. Muito bacana, sobretudo para colecionadores (a quem se destina essa wave); 2) o “coldre” da pistola laser. Nada de bolsos ou encaixes na cintura. Nesta figura do Cobra Commander há, nas costas do personagem, um encaixe bem justo onde se pode acoplar a arma, deixando-o como uma mochila. Bem legal!

Nota para o item “A figura”
Quatro porquinhos e meio. A ausência do logotipo C.O.B.R.A. na testa do personagem fez falta…

3 – O preço e disponibilidade

Ao que me parece, essa série realmente não chegou ao Brasil (faz tempos que não chega algo dos Joe’s), sendo que a única forma de adquirir figuras dessa wave é através de importação direta ou sites de leilão, como o Mercado Livre.
Comprei minha figura lá, através de negociação normal (o famigerado “leilão”) e admito que ela saiu um tanto quanto cara: R$ 42,00, fora as despesas de envio. Digo cara porque, se bem me lembro, bonecos dos Comandos em Ação não eram as figuras mais dispendiosas das lojas de brinquedo, sendo, inclusive muito populares. Entretanto, dada a questão de ser importado e coisa e tal…
Vale citar que, ao dar nova busca no Mercado Livre enquanto escrevia este post, encontrei outras figuras da série 25th a preços mais baixos, como R$ 20,00. Para quem gosta das figuras e é colecionador, creio que vale muito a pena a garimpada atrás de figuras desta wave, relativamente fáceis de achar e com preço mediano.

Nota do item “Preço e disponibilidade”:
Três porquinhos. O preço e disponibilidade, com pesos opostos, equilibraram a média.



A morte pede carona: Heath Ledger

Posted in Cinema, O mundo, Pulsão de morte, Reflexões on 23 Janeiro, 2008 by Lucas Ed.


A notícia:

Protagonista de ‘O Segredo de Brokeback Mountain’ é encontrado morto em Nova York

NOVA YORK, EUA (AFP) – O ator australiano Heath Ledger, de 28 anos, um dos protagonistas do filme “O segredo de Brokeback Mountain”, foi encontrado morto no apartamento onde morava, no Soho, em Nova York, informou a polícia local nesta terça-feira.

“Heath Ledger foi encontrado morto esta tarde, às 15h26 hora de Nova York (18h26 de Brasília), no 421 da Broome Street”, disse uma porta-voz da polícia, acrescentando que ainda não se sabe a causa da morte.

A polícia anunciou que o corpo de Ledger foi encontrado no quarto pela empregada, que chamou as autoridades imediatamente. De acordo com o site TMZ, especializado em cinema, não se trataria de um crime.

O departamento de polícia de Nova York informou que os médicos legistas investigam “para determinar as causas do falecimento”, com uma autópsia prevista para esta quarta-feira, mas a família de Ledger afirmou que a morte foi “acidental”.

“Nós, a família de Heath, podemos confirmar a morte acidental, trágica e prematura de nosso amado filho, irmão e pai de Matilda”, afirmou o pai do ator, Kim Ledger, ao ler um comunicado na casa da família em Perth, Austrália.

Em Nova York, o vice-comissário de polícia da cidade, Paul Browne, explicou à imprensa que uma empregada e uma massagista encontraram o corpo do ator de 28 anos, que interpretou o papel de Ennis del Mar no western gay “O Segredo de Brokeback Mountain”.

“Esperaram para que saísse do quarto. Como não apareceu, foram ver e encontraram seu corpo aos pés da cama”, disse Browne.

“Havia medicamentos controlados, incluindo soníferos, que foram retirados do apartamento. A informação que estavam espalhados ao redor do corpo é falsa”, acrescentou Browne.

O jornal “The New York Times” já havia informado que não se tratava de um crime, mas de suicídio ou “overdose acidental”.

Fonte: Yahoo! Notícias

Então, eis que morre mais uma celebridade de nosso tempo. Reduzindo as coisas, morre mais uma pessoa, e independe se morre um artista, um jogador de futebol, o papa ou o Zé, verdureiro da esquina.

O que quero dizer é que, a despeito de toda comoção que gera (de minha opinião, muitas vezes falsa e exagerada), o mundo não para. Ao redor do globo, olhos e mais olhos vasculham páginas de jornais e sites e internet atrás de notícias, de teorias, de especulações acerca de uma morte tão repentina e, dirão alguns, prematura.
Como este é um post meio Jorge Kajuru (ou seja, trata-se única e exclusivamente da minha polêmica opinião) vamos rebater o que se tem dito por aí, já que o que é fato, é fato e, como diz uma máxima do Direito, não permite argumentação.

Boato 1: Suicídio Vs Morte acidental
O fato é que Ledger morreu em decorrência de pílulas para dormir, e a discussão que cabe é: ele sofreu uma overdose acidental ou proposital?
Eu acho que pouco importa. Sendo acidental, acho lamentável, mas não menos lamentável do que todas as pessoas que morreram em acidentes nas rodovias de Minas neste ano (falo só deste ano) ou de todas as companheiras e ex-companheiras mortas por seus “amantes” deste o fim de 2007 até ontem em Belo Horizonte (tem havido quase que um caso à cada duas semanas).
Doutro ponto, sendo suicídio, muitos pleitearão que o ator foi um covarde por tomar essa saída para seus problemas, mesmo que quem argumente tal coisa não faça a menor idéia de quais problemas sejam esses. Ora, sejamos justos: é muito fácil chamar de covarde outra pessoa, dizer para ele ter força e peitar seus problemas quando… a gente nem faz idéia do tamanho do dragão que o indivíduo enfrenta. Como estudante de Psicologia e particularmente interessado na questão do suicídio, digo uma coisa: o sofrimento psíquico de alguém nunca será entendido por outro, seja o quão próximo for do padecente. Ponto. E como diria Adoniran Barbosa: “(…)Quem sabe de mim é meu violão(…)” ou, em Djavan: “(…)Só eu sei as esquinas em que passei (…)“.

Boato 2: O Coringa matou Heath Ledger
Esse boato parte, creio eu, de uma entrevista que o ator deu ao New York Times falando sobre a tarefa de interpretar o maior inimigo do Homem Morcego. Ele dizia mais ou menos assim:

“que o processo de criação e vivência do seu personagem é tão intenso que a sua cabeça fica matutando a mil por hora e que nas últimas semanas ele tem dificuldades pra dormir. Também mantém um diário onde escreve coisas sob a perspectiva do Coringa… Coisas como achar a AIDS engraçada e outros tipos de maluquices”

As incautos, aviso: Ledger já havia encerrado sua participação em “Batman o Cavaleiro das Trevas” e já estava empenhado em outra película. Ah, mas pode ser que ainda estivesse “sob efeito” do Coringa. Ah… Tá, vou dizer que pode pra poder continuar o raciocínio. Poxa, será que só eu vejo o potencial que tem um ator mainstream, indicado ao Oscar, ganhador do Globo de Ouro morrer por “dedicação excessiva” ao personagem? Minha gente, não sejamos ingênuos. Uma coisa dessa tem potencial pra: 1) transformar os filmes de Ledger, mesmo os medianos, em clássicos absolutos (vide James Dean); 2) Fazer com que Batman TDK obtenha a maior bilheteria de abertura do ano e quiçá da história; 3) até servir de argumento para instalar comoção nos roteiristas em greve e amolecer o movimento reinvidicatório!
Ou seja: o boato é tão útil administrativamente (e em matéria de marketing) que eu custo a crê-lo como verdade. sabe como é: quando a esmola é demais…

Boato 3: A maldição do Corvo
Eu sinceramente creio que trata-se de uma piada, mas, não custa.
Muita gente vem dizendo que, dadas as similaridades, sobretudo no que tange a maquiagem, Ledger tenha sofrido de destino similar ao que tomou a vida de Brandon Lee quando este se dedicava ao papel de Corvo no filme homônimo (caso alguém não saiba ou não se lembre, Brandon morreu nas filmagens, ao ser atingido por uma bala real – que deveria ser de festim).
Vamos lá: há similaridades entre as duas maquiagens? Sim, como se pode ver na imagem abaixo:Mas vejamos outras duas imagens:
O Corvo em meio aos componentes da banda de rock mundialmente famosa Kiss. Percebe donde saiu uma clara influência para a maquiagem? Além disso, na história do filme, a maquiagem que o Corvo faz em si refere-se a um palhaço das trevas. Ou seja: é a maquiagem do Corvo que parece com a do Coringa, e não o contrário…
Doutro ponto, acho a maquiagem de Ledger como Coringa muito mais parecida com a de outro ator (também ligado à filmografia do Homem Morcego), em outro personagem. Me refiro a Michael Keaton, em sua interpretação do fantasma sacana Beetlejuice, de os fantasmas se divertem:
Resumindo, para mim a maldição é totalmente boato. Primeiro, porque, como diria o Pica Pau, “voodoo é pra jacu” e mesmo a maldição do Superman (falo dela outro dia) era balela. E também porque a maquiagem do Coringa de Ledger parece-se muito mais com a do Beetlejuice de Michael Keaton do que a do derradeiro personagem de Brandon Lee. Ainda, pesa o fato de que todos os intérpretes posteriores do Corvo (salvo engano foram mais dois filmes e um seriado) estão aí, vivinhos da silva. Vai me dizer que a maldição é seletiva?

Concluindo

Como disse lá no começo, é uma pena, um fato lamentável que mais uma vida tenha se perdido. Entretanto, este é o custo de se estar vivo! Como dizia num Final Fantasy que joguei há anos, “tudo o que vive, morre”. Morrer é a sina do que se vive, é inevitável.
Espalhar besteiras na net, do contrário…

Que descanse em paz, Heath Ledger.

Não há normas

Posted in Reflexões, Religião on 21 Janeiro, 2008 by Lucas Ed.
“Quando Jesus chegou à outra margem, à terra dos gadarenos, foram ao encontro dele dois homens possuídos pelo demônio. Saíam do meio dos túmulos e eram muito selvagens, de modo que ninguém podia passar por esse caminho. Então eles gritaram: ‘Que é que há entre nós, Filho de Deus? Vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?’
Havia, ao longe, uma grande manada de porcos que estavam pastando. Os demônios suplicavam: ‘Se nos expulsas, manda-nos para a manada de porcos.’ Jesus disse: ‘Podem ir.’ Os demônios saíram e foram para os porcos; e eis que toda a manada se atirou monte abaixo para dentro do mar e morreu afogada.”
(Mt 8, 28-32)
Existem dois grupos distintos de pessoas que me chamam de “Poderoso Porco”. O primeiro deles são os colegas leitores do Melhores do Mundo. O Poderoso Porco lá (ou PP, mais comumente) faz referência à forma como assino meus constantes comentários que, por sua vez, faz referência ao meu personagem de quadrinhos, o Peagá/Poderoso Porco. O outro grupo, são meus amigos do Encontro de Jovens com Cristo. Lá o nome se faz como uma piada retirada do meu endereço de e-mail (que, por sua vez, também vem do meu personagem). Lá, o mais comum é que me chamem de “Porco” só. Inclusive ano passado houve uma pequena discussão lá se a Raquel deveria ser chamada de Srª PorcO, Srª PorcA ou Srª Leitoa.
Há uma distinção nítida entre os dois grupos e o uso que eles fazem do apelido. No Melhores, há uma aproximação maior entre o nome e um personagem fictício. Já no EJC, o nome se ligou de tal forma a mim que o elo com o personagem praticamente se rompeu. Eu, Lucas Ed. sou o Porco. No MdM, o Poderoso Porco na verdade é Lucas Ed. A diferença é bastante sutil, mas espero que nítida.

Desde pequeno, essa leitura bíblica sempre me instigou. Antes mesmo do nascimento do personagem, ou da descoberta de meu signo no Horóscopo Chinês, essa passagem me perturbava um pouco (quando fui lê-la para escrever esse post, me perturbou mais ainda. Mas é assunto pr’outra hora). Eu ficava pensando o que os porcos tinham a ver com aquilo tudo, porque é que cabia a eles pagarem o pato. E que mau negócio fizeram os demônios! Tinham corpos de gente, podiam falar, assustar e morder os outros. Trocam então para corpos de porcos e… se desembestam mar adentro?
Há de se pensar o que vem a ser o demônio. Um dos epítetos desse ser abissal é “Satanás”. Satanás, no grego, quer dizer “o opositor, o inimigo”. É perceptível onde eu quero chegar? O inimigo, o opositor, não existe de forma absoluta, per si. Ele existe relativamente. É preciso que exista alguém para que exista um inimigo. Não existe inimigo do nada. Satanás só pode existir dentro de um sistema limitado.
Dessa forma, ouso dizer que em um dado momento somos todos satanazes (como se faz plural disso?). Na disputa pelo coração de uma garota, numa prova de vestibular, numa partida de xadrez. Num posicionamento heterodoxo frente à religião, a um pensamento estabelecido. Para Freud num dado momento, Adler e Jung são demônios, satanazes (insisto), pois divergem da visão que ele mesmo tinha da Psicanálise.

Ontem recebi uma ligação de uma amiga de quem gosto muito, lá do EJC. Ela me convidava a participar do Encontro deste ano. Era para fazer algo muito importante e eu, naturalmente, recusei. É um encontro religioso, e a religião é o campo da certeza. Mas tudo o que existe e vive em mim é dúvida.

Talvez eu tenha virado um “satanás” para estes meus amigos. Ou talvez eu sempre tenha sido, já que sou Porco.

Nota suína: Tinha já este desenho armazenado no computador, mas não sei de quem é. Baixei-o há tempos d’algum fotolog. Pelo traçado, me lembra os trabalhos do Leandro Albers, que já usei aqui algumas vezes, mas não tenho certeza. Portanto, peço àqueles que por ventura saibam donde essa arte saiu que se manifestem.

Sonhar não custa nada: meu elenco para Liga da Justiça!!

Posted in Cinema, HQ on 13 Janeiro, 2008 by Lucas Ed.
Quem é antenado no mundo do entretenimento, mais especificamente na paradinha formada entre quadrinhos e cinema (praticamente o filão mais freqüente na Hollywood contemporânea, lado a lado com os remakes e continuações de clássicos dos anos 70 e 80) certamente terá percebido o falatório que gerou, nos últimos seis meses, a pré-produção de um filme da Liga da Justiça. Tendo como nomes “certos” o do diretor George Miller (Happy Feet, Mad Max), do rapper Common (como John Stewart), da modelo Megan Gale (como Mulher Maravilha) e Adam Brody (o Seth da série The O.C., como Flash/Wally West), a boataria tem dividido opiniões. A sinopse do roteiro liberada até o momento, bastante confusa, aliada ao elenco fraco e de pouco expressão, bem como o (também boato) de que Brandon Routh (Superman Returns) e Christian Bale (Batman Begins) não participariam do projeto, sendo seus personagens interpretados por outrem tem ajudado a engrossar a fileira dos descontentes. Doutro lado, o respaldo do diretor e, principalmente a esperança dos fãs têm segurado unidos os que desejam que o filme saia.
Pois então. Situando-me eu no time dos reclamões, dos que estão insatisfeitos com o mostrado até aqui, decidi refazer algo que já tinha feito, anos atrás, num de meus antigos blogs: um elenco (na verdade, um projeto praticamente completo) para um filme da Liga da Justiça!

Liga da Justiça: Ano Um

O roteiro: Sejamos práticos. A Liga da Justiça, reunião dos maiores heróis da DC comics da Era de Prata, fez sua primeira aparição nos idos dos anos 60, e de lá a cá, mas de quarenta anos, praticamente nunca sumiu das bancas. Ou seja, histórias não faltam. Daí que inventar a escrever um roteiro totalmente novo é uma idéia de uma idiotice ímpar e sem necessidade. Aliado a isto, o fato de que adaptações de quadrinhos recentes de grande sucesso de público e crítica (Sin City e 300) foram transcrições praticamente literais, reforça a idéia de procurar na historiografia do grupo um bom arco para ganhar a tela grande. Pensando em possibilidades (e impossibilidades também) de mercado, penso que Liga da Justiça Ano Um, de Mark Waid é a pedida fenomenal. A Trindade tem pouca participação (só o Superman é mais evidente, mas, em compensação, o contrato de Routh é o mais negociável) e a história se sustenta, permitindo inclusive a criação de novas franquias. Talvez um ponto que pudesse ser cortado (para reduzir custos) é o crossover com a Patrulha do Destino e a Irmandade Negra. É bom, traz umas questões legais mas não é indispensável. Claro que o arco, depois da malfadada Crise Infinita, caiu fora da cronologia. Mas quantos produtores vcs conhecem que se importam com a cronologia?
Para quem quiser conhecer, aqui a série foi publicada na extinta revista Melhores do Mundo da editora Abril (êh revistinha que deixou saudades…). Fico devendo os números exatos, porque os formatinhos estão difíceis de pegar na minha coleção…
Num breve explanação, em Liga da Justiça Ano Um (vou chamar daqui pra frente de JLYO, pra economizar o teclado) redefinia o surgimento da equipe pós Crise nas Infinitas Terras. Pra quem não lembra ou não sabe, na primeira HQ do grupo (lá nos 60) os heróis enfrentam a ameaça de Starro, tendo em sua formação Ajáx (“Caçador de Marte” é uma pinóia), Lanterna Verde (Hal Jordan), Flash (Barry Allen), Aquaman, Superman, Batman e Mulher Maravilha, mas, numa história posterior, postulou-se que Superman e Batman não estavam na aventura que fundou o grupo. Na cronologia pós-Crise, a coisa assim ia mal, já que a vinda da Princesa Diana para o mundo do patriarcado sofrera um atraso em relação ao surgimento do grupo, de modo que nasceu um paradoxo. Incumbido de desatar o nó, Waid tirou a princesa das amazonas e, em seu lugar colocou Dinah Lance, a Canário Negro II (a I fez parte da Sociedade da Justiça).
Na trama, Ajáx, Lanterna, Flash, Aquaman e Canário detém ameaças distintas de estranhos e diferentes entre si, alienígenas e, notando haver conexão entre os ataques, decidem organizarem-se num grupo, declaradamente inspirado na então extinta Sociedade da Justiça. A história gira então sobre três interessantes eixos: 1) a invasão preemente dos alienígenas Appelaxxianos; 2) o estabelecimento do novo grupo frente a comunidade heróica; e, o que mais me agrada, 3) as dificuldades de relacionamento dos heróis entre si: são todos praticamente novatos, desconfiados uns dos outros e, muitas vezes, impulsivos e fracos.

O diretor: Aqui temos um ponto essencial e complicadíssimo visto que tendemos a pensar nos diretores que mais gostamos, mas, entre os meus favoritos, creio que nenhum tem o traquejo para um filme de supers. Fiquei tentado a deixar como está, mas nunca vi nenhum dos filmes de George Miller para lhe entregar um filme deste porte. Estando Cris Nolan (Batman Begins, O grande truque) indisponível, a coisa fica ainda mais difícil, mas! Há luz n o fim do túnel! Pensar em que gênero se quererá enquadrar o filme ajuda. Diferente dos atuais filmes de heróis, JLYO não seria um filme de ação. Calma! O que quero dizer é que seria um filme de aventura, coisa que o cinema quase não faz mais hoje em dia, com seus tiros e explosões. Distante de “X-men 3″, o objetivo seria aproximar JLYO de clássicos como “Robin Hood, o príncipe dos ladrões” (com Kevin Costner), “Indiana Jones” ou “Três Mosqueteiros” (com Cris O’Donnel). Inclusive, tal escolha ajuda mais uma vez os produtores, que, dado o teor original da história, poderiam batalhar uma censura mais baixa (a HQ permite isso sem prejuízos). Então… Quem é o rei dos filmes de aventura? Robert Zemeckis! Diretor do recente A lenda de Beowulf, Robert tem no currículo clássicos absolutos como a trilogia “De Volta para o Futuro”, “Uma cilada para Roger Rabbit”, “Tudo por uma esmeralda”, “O náufrago” e mais uma pilha. Basta convencer o homem a largar as animações e voltar aos atores. Coisa nem muito difícil. Outro bom candidato é Brad Bird. O diretor de “Os Incríveis”, da Disney/Pixar já mostrou que sabe guiar uma boa aventura (é também o roteirista do citado) e com heróis. Ou seja: qualquer um dos dois diretores é chance grande de lucro!

O elenco principal: Aqui chegamos na parte mais espinhosa da coisa toda, já que relacionar bons atores e cachês de mortais não é bolinho. Vejamos o que deu pra fazer. Há um ponto importante aqui. Se com o diretor tivemos de ter atenção ao gênero do filme, com os atores a atenção deve se focar na idade média. Assim, apresentarei sempre três propostas: um grupo “mais velho”, no meio da casa dos 30, um mais jovem, na casa dos 20 e um terceiro candidato, o azarão da parada.

Como mamãe me deu educação, comecemos pela dama:

Canário Negro (Dinah Laurel Lance)

As candidatas: Kate Beckinsale (de “Van Helsing“, “Click“); Jessica Biel (de “Blade Trinity“, “O Ilusinonista“) e Charlize Theron (“Aeon Flux“, “Advogado do Diabo“).
Na trama de Waid, a Canário Negro é uma florista, muito (com perdão da falta de decoro) atraente e que, filha da heróina amada pelos garotos Canário Negro, um dia se descobre com poderes vocais e decide seguir os passos da mãe. É ela quem o tempo todo terá de bater-se com um legado (Flash e Lanterna também, mas nela a questão é mais forte). Kate Beckinsale é de longe minha favorita. Dona de um corpo bastante… interessante, ela ainda possui uma voz bem marcante, um tanto grave. Para alguém com poderes vocais, é perfeito! Faz parte do grupo na casa dos 30 anos. Representante do grupo dos jovens, Jessica Biel também tem um belíssimo corpo, e tem a grande vantagem de ter enorme “respaldo” entre a maior parte dos leitores de quadrinhos (ou seja, os homens). O azarão do papel é Charlize Theron. Oscarizada, podia não topar a empreitada de um novo filme “nerd”, já que destoaria bastante de sua séria carreira de filmes reflexivos. Além disso, é mais velha que as outras duas candidatas, além de não ter um “shape” muito notável. Mas tem a seu favor a exuberante beleza facial e a capacidade interpretativa imensa.

Ajáx (John Jones)

Os candidatos: Michael Clarke Duncan (“À espera de um milagre” e “A Ilha“); Vin Diesel (“Triplo X” e “Velozes e Furiosos“); e Vinnie Jones (“Jogos, trapaças e dois canos fumegantes” e “X-men 3: a batalha final“).
Para o marciano transmorfo que muitos consideram o espírito da equipe, precisamos de alguém grande, forte e… careca. Brincadeira. Seu papel em JLYO é fundamental para a trama, e exige uma bela capacidade interpretativa para segurar a carga emocional que o deslocamento do personagem gera. Além disso e dada a maquiagem e o fator extraterreno, o papel de Ajáx dispensa a preocupação com a idade do ator. Michael Clarke Duncan é, sem sombra de dúvidas, meu favorito disparadom, estando os outros aí praticamente só pra cumprir tabela. O cara é enorme (1,95m) , é um pusta ator (basta ver seu maior sucesso, “À espera de um milagre“. O cara barbariza) e é dono de uma voz muito impactante (hum, vejo um padrão aqui…). Acho uma característica importante num sujeito que simplesmente não tem uma forma fixa. Entre Vinnie Jones e Vin Diesel não há muito o que se diferenciar. Os dois são grandes e fortes, mas tem níveis interpretativos mediano (Vinnie Jones) e nível ostra (Diesel). A seu favor, Diesel tem o fato de que a molecada o adora. Já Jones só pode contar com o fato de que é melhor ator que seu concorrente mais jovem.

Flash (Barry Allen)

Os candidatos: Ewan McGregor (a nova trilogia “Star Wars” e “Abaixo o amor“); Jake Gyllenhaal (“Donnie Darko” e “Soldado Anônimo“); Jude Law (“Closer, perto demais” e “Capitão Sky e o mundo do amanhã“).
Em JLYO, Barry Allen é o “mineiro” do grupo. Verdadeiro come-quieto, é um calado, preocupado com sua vida sem a máscara e boa praça. Para o papel, precisamos de alguém que, além de bom ator, tenha aquela cara de amigo com o qual sua mulher não se preocupa se você disser que está junto (tipo, sua mulher liga e pergunta porque você está demorando tanto para chegar do trabalho e você diz: “Desculpa amor, parei pra tomar uma cerveja aqui com o Almeida! Quer falar com ele?” e ela responde que, se é com o Almeida, então tudo bem). Aqui eu sinceramente fico dividido na escolha, sem me decidir entre Ewan McGregor ou Jake Gyllenhaal. Ambos são atores bastante competentes, têm essa cara que falei anteriormente e não são lá muito atléticos (como eu imagino que um técnico da polícia de uma cidade definitivamente não seria: atlético!). Entretanto, como no caso da Canário eu escolhi a candidata mais madura, o papel cai então nas mãos de Ewan McGregor. Não há muito o que falar sobre o sujeito, sua extensa filmografia fala por si só. Ele tem cara de bacana, tranqüilão e, ao mesmo tempo, de inteligente. Exatamente o que é Barry Allen. Um sujeito que, á despeito de toda a sua velocidade, sabe muito bem pensar antes de agir. Nesta seleção, Jude Law é o azarão. Ele tem as características do papel, mas muitas mulheres já me disseram que ele tem cara de cafajeste. Um traço que definitivamente não queremos no corredor escarlate…

Lanterna Verde (Hal Jordan)

Os candidatos: Joanquin Phoenix (“A vila” e “Johnny & June“); Clive Owen (“Os filhos da esperança” e “Mandando Bala“); Ryan Reynolds (“Blade Trinity” e “Horror em Amytville“).

Em JLYO, Hal Jordan é nada mais que um aparecido. Um dos heróis mais poderosos do grupo (rivalizando com o Ajáx) seu anel de poder quase insuperável faz dele um corredor de riscos. Entretanto, acredito que durante a série seu personagem é o que mais evolui, chegando ao herói bem resolvido que a maioria dos leitores conhece desde sempre. Podemos então ficar entre um ator com carreira de papéis assim ou alguém que tope o desafio. Eu descaradamente vou preferir alguém do segundo grupo, o que faz de Ryan Reynolds o azarão da parada. Mas eu volto a isto daqui a pouco.
Meu preferido aqui é Joaquin Phoenix. Ele definitivamente não é um ator novinho, mas tem uma grande versatilidade em frente às lentes (basta ver como são diferentes seus dois papéis sob a batuta do mesmo M. Night Shyamalan, em “Sinais” e “A vila”). Clive Owen é uma boa escolha também, apesar de bem mais caro, já que está na crista da onda. Igualmente versátil, conta a seu favor ter mais “cara de homem” que os concorrentes. É também mais velho, mas acredito que, pro papel do mais imaturo do grupo, alguém fisicamente mais maduro caia bem. Por fim, temos Ryan Reynolds. Desde sei lá quando, o nome do ator esteve ligado ao papel de Flash, seja num suposto filme solo, seja num igualmente provável filme da Liga. Tem experiência em fazer tipos inconseqüentes e engraçadinhos, além de ser bem mais jovem que os outros dois. Não chega a ser uma má escolha (nenhum dos azarões é) mas a qualidade dos concorrentes é brutalmente superior.

Aquaman (Arthur/Orin)

Os candidatos: Brad Pitt (“13 homens e um novo segredo” e “Sr. e Srª Smith“); Hugh Jackman (“O grande truque” e “Scoop: o grande furo“) ; Jensen Ackles (do seriado “Supernatural“) .

Aqui, a grande dificuldade foi montar o páreo. Inclusive, Jensen Ackles entrou nos quarenta e cinco minutos do segundo tempo (eu já estava escrevendo o post quando me lembrei do rapaz). Pois bem. Em seu arco introdutório, Mark Waid nos apresentou um Arthur bastante diferente do que se está acostumado a ver. Afinal de contas, no que tange a poderes e combate ele é definitivamente o mais fraco dentre os fundadores da Liga. Sua habilidade de controlar as criaturas marinhas é virtualmente inútil, se sua força e resistência superiores não são páreo sequer para o treino marcial de uma Canário Negro, por exemplo. Não bastasse isso, o roteirista escreveu um rei dos mares quase tão deslocado quanto seu colega marciano, sendo inclusive o único que chega a pensar em abandonar… o barco.
Apesar de tudo isso, ainda estamos falando de um Rei. Foi este o critério que norteou a escolha dos atores. Se necessário Brad Pitt sabe ser elegante e distinto (vide a série dos homens e segredos), e sua interpretação no péssimo “Tróia” mostra que ele sabe simular um ar de realeza guerreira. Quem só conhece Hugh Jackman como o gritalhão Wolverine, há de se assustar com a escolha dele para este páreo, mas eu os convido a assistirem os filmes supra citados do ator. Em Scoop inclusive ele interpreta um nobre inglês suspeito de assassinato, e segura a peteca muito bem. Por fim, Jensen Ackles é pouco conhecido, tendo apenas de destaque o fato de co-protagonizar o divertido seriado Supernatural (“Sobrenatural”, no SBT), mas sabe fazer o ar prepotente e ao mesmo tempo tímido que o papel exige. Aqui eu fico inteiramente dividido. As três opções são fortes e boas, sendo que Jensen tem a seu favor o cachê baixo, contra a imensa popularidade dos outros dois. Simplesmente pela competitividade do páreo, excluo Hugh Jackman pelo fato de já ter sua figura relacionada a outro herói. Por fim, Brad Pitt acaba sendo a melhor escolha. Apesar de muito, muito caro, sua presença atrái público como nenhum outro e, talvez sua notoriedade seja um ponto forte para tirar o personagem Aquaman do campo de coadjuvante que muitos roteiristas e leitores insistem em colocá-lo.

Outros personagens: Naturalmente, uma história desse porte conta com muitos coadjuvantes. Relegar estes personagens entretanto, pode se configurar como um erro tão crasso quanto ignorar os personagens principais. Vamos a eles então.

Snapper Carr

No início de suas atividades, a Liga da Justiça inteira, como grupo, possuia uma espécie de sidekick (alguns autores inclusive se referem a ele como “mascote” da equipe. Aí eu já acho paia. Mascote é o Kripto, o Batcão, sei lá). Isso lá nos anos 60. Em sua revisão, Mark Waid manteve o posto de Snapper Carr, o garoto “papo firme” que agora, apesar de não entrar nas missões, cuida da manutenção do QG dos heróis. Então, pro papel do garoto que adora estalar os dedos, não há páreo. Haley Joel Osment (“O sexto sentido” e “I.A. Inteligência Artificial“) é escolha certeira. E mó brasa, mora?

O tio de Snapper
Se, nas HQ’s originais da Liga, o jovem Snapper passa a fazer parte do grupo por estar na hora certa (?) no lugar certo (?), no arco de Waid essa situação foi mudada para ficar mais verossímil. Em JLYO ele é sobrinho do contato da Liga com seu patrocinador misterioso. Infelizmente eu não lembro do nome do personagem (e, logo, não pude achar imagens do mesmo), mas era um sujeito um tanto quanto velho, mas que pudesse ser forte, até fisicamente, quando necessário. Para a disputa do páreo, David Morse (“À espera de um milagre“) e Paul Giamatti (“A dama na água” e “Mandando Bala“). A mim particularmente agradam os dois atores mas, tendo em vista uma chiadeira por parte dos produtores e as dificuldades com cachês, ficamos com David Morse, consideravelmente mais em conta.

O patrocinador misterioso: Arqueiro Verde (Oliver Queen)

Outro páreo difícil de montar. Pro papel do misterioso benfeitor/patrocinador da Liga, o Arqueiro Verde, é preciso um ator que saiba se portar como rico, cheio da nota mas “com consciência social”. A montagem do páreo foi tão difícil que dispensei o azarão. A escolha fica entre Rufus Sewell (“Coração de Cavaleiro” e “Tristão e Isolda“) e Justin Hartley (“Smallville“). Rufus sabe, e muito bem, fazer o papel de poderoso. Nos três filmes que me lembro com ele, ele sempre fez lordes ricos. Além do que tem uma cara de sedutor, essencial pro papel do velho Queen. Na outra ponta, temos o novato Justin Hartley, do horrível seriado Smallville, onde faz o papel de… Arqueiro Verde/Oliver Queen! Ou seja, o rapaz tem a seu favor o fato de favorecer a identificação do público. Um grande ponto, se me permitem. No fim, a escolha entre um e outro se calca na idade média do restante do elenco. Como tenho optado pelos trintões, dá o Rufus (não o cachorro do Dennis!) na parada…

Menção honrosa: Sociedade da Justiça

Um momento importantíssimo da trama se dá quando, chegando na casa da mãe, Dinah vê que está rolando uma reuniãozinha entre suas mãe e seus “tios”: os heróis da Sociedade da Justiça! Nesse momento ela terá uma revelação muito importante (acho que só eu achei: ninguém nunca mais citou isso…). Enfim. Para o papel de Dinah Lance (sem o “Laurel”), Kim Basinger. Uma loira bonitona, enxuta que ainda chama muita atenção onde passa. Mas podia ser a Sharon Stone também. Na verdade até prefiro a Stone, mas a idéia só me ocorreu agora e… Deixa quieto. Como é uma reunião dos membros da Sociedade, o primeiro Flash, Jay Garrick, certamente está presente. E, para o seu papel, uma daquelas homenagens que o público nerd adora: John Wesley Shipp! Não sabe quem é? Sabe sim! Ele era o Flash no seriado de Tv dos anos 90. Certamente seria um rosto que os fãs iam gostar de ver. Pros demais sócios, a escolha não faria a menor diferença (na verdade, nem pro Flash faria, mas a graça é a homenagem) porque a participação deles é realmente MUITO pequena.

Ufa! Acho que conclui! Caramba, se você chegou até aqui, meus parabéns e meu muito obrigado. Mas não pare agora! Clique aí nos comentários e diga o que achou, qual das opções de atores preferia e tal. Vai ser um prazer!

Nota: Agora que me dei conta: acho que um filme só seria pouco para dar conta de todo o arco criado por Mark Waid. Bem, problema nenhum: é só entrar na moda corrente, de fazer trilogias filmadas todas de uma vez e zaz! Um filme baseado em quadrinhos que nem o nerd mais xiita vai poder botar defeito!
Aiaiai… Ainda bem que sonhar não paga imposto!