Toda a minha animação e expectativa para a festa da virada do ano, ampliadas por um briga imbecil com a Raquel há ulguns minutos, pode ser resumida por esta singela imagem:
Arquivo para Dezembro, 2007
Unf.
Postado em Sem-categoria em 29 Dezembro, 2007 por Lucas Ed.Como dizia a minha avó: antes ser cego do que ler isso. Ou será que era antes ler isso do que ser cego? Não sei… Tô confuso!
[Eu vi] Minha semana em filmes
Postado em Eu vi, Resenha em 20 Dezembro, 2007 por Lucas Ed.E o que eu tenho feito? Basicamente visto filmes e atualizando umas leituras. Coisa muito sofrida, se quer saber. Estando com uma média de um filme por dia, achei interessante fazer este pequeno post sobre os filmes que eu vi por estes dias…
Sexta-Feira, 14 de dezembro: Noivo neurótico, noiva nervosa (“Annie Hall”)
O segundo filme do Woody Allen que vejo na vida. O primeiro, “Match Point” já marcara uma ótima impressão mas, haviam me dito que os melhores filmes desse velho judeu são os que ele aparece.É, acho que não era mentira.
“Noivo neurótico, noiva nervosa” (vou chamar de “N²N²” pra economizar, ok?) é divino. A história é simples, absurdamente simples: sujeito incrivelmente incrivelmente neurótico é um fracasso no amor. Então seu amigo lhe apresenta uma cantora da noite, a Annie Hall do título original. A coisa engrena, mas a neurose absoluta do protagonista sabota as coisas, melando o que poderia ser o relacionamento de sua vida.
Talvez seja importante dizer que, em seu ano, N²N² ganhou quatro Oscar e dos grandes como melhor filme, melhor atriz, melhor diretor e melhor roteiro. Acho que o próprio Woddy Allen ganharia como melhor ator se não fosse a sacanagem que isso acarretaria: ele não está interpretando. A sensação que tenho, pelas entrevistas dele que já vi e li é que Alvy Singer, seu personagem, não é um personagem. É ele mesmo. É Woody Allen, que já se confessou neurótico, viciado em análise e medroso. Genial. Um filme pratigamente auto-biográfico e que não é piegas… Lindo!
…
Domingo, 17 de dezembro: Transamérica (“Transamerica”)

Esse aqui tem uma história peculiar. Desde quando ouvi falar dele (acho que li em alguma revista) fiquei louco de vontade de ver. Transamérica narra a história de uma transexual de nome Bree (Felicity Huffman, de Desperate Housewives) que, às vésperas de fazer a tão sonhada cirurgia de mudança de sexo, se vê às voltas com o surgimento de um filho cuja existência desconhecia completamente. Com medo de contar a verdade ao garoto (que idealiza o pai à enésima potência) e sem ter como ignorar sua existência, Bree embarca numa viagem em que os dois vão se conhecer e, n’alguns momentos, se confundir mais ainda.
Tudo começa na idéia básica do roteiro, que eu já achei sensacional. Alie a isto o fato de ter sido um filme considerado independente, o que o afastaria dos finais e clichês hollywoodianos. Batata, Transamérica é um filme sensacional. De princípio eu achei estranhissíma a escolha de uma mulher pro papel de Bree, a transexual, mas Felicity Huffman me calou a boca. Muitas vezes eu cheguei mesmo a achar que era um homem se passando por mulher, e sua interpretação primorosa convence e empatiza. Não há muito mais o que falar desse road-movie, apenas que você deve correr o mais que puder para assistí-lo!
Ah, ele recebeu indicação ao Oscar de melhor atriz e não levou. Não sei quem ganhou a estatueta, mas tem de ter sido muito, muito estupidamente fodona pra superar a atuação de Felicity Huffman neste longa (a quem eu estou querendo enganar?).
…
Segunda-feira, 18 de dezembro: Um estranho chamado Elvis (“Finding Graceland”)
Há muito tempo atrás um colega de trabalho me indicou esse filme e eu nem dei muita atenção. Este semestre, porém, o Rei do Rock entrou plenamente no meu MP3 player e no som do carro, não saindo mais. Então, quando vi este DVD em promoção, a preço de banana, nas Americanas, não duvidei na compra.Bem, “Um estranho chamado Elvis” narra a hitória dum sujeito que tem um pusta cadillac conversível mas que, num acidente com ele, perdeu a vida da esposa. O trauma foi tão grande que ele nunca consertou a porta da máquina danificada no acidente. Viajando por aí pra esquecer as mágoas, ele encontra um sujeito que, vestindo um paletó cor-de-rosa, pede uma carona até Memphis, Tennesse (a terra do Rei). O rapaz não quer companhia, mas acaba cedendo ao sujeito que se diz Elvis, apesar de não parecer nem um pouco com ele.
O que se segue é mais um road-movie (os campeões desta lista), mediano mas bastante divertido, com o passageiro estranho tentando provar que é de fato o Rei do Rock e, de tabela, chegar até Memphis, cidade em que o protagonista não quer nem pisar por ter sido onde se deu o acidente.
Vale a pena ver? Vale sim. É um filme bem sessão da tarde, pipocão e tudo mais, bom de se ver acompanhado. Tem momentos memoráveis, como Harvey Keitel interpretando “Suspicious Minds”, e a caminhada da vigília de 16 de agosto, dia que Elvis morreu. O filme é bonito, emocionante e brinca com a paranóia americana de que Elvis não morreu. No fim, só não ganha uma nota muito melhor por conta do protagonista, Johnathon Schaech, fraquíssimo na interpretação do deprimido acidentado.
…
Terça-feira, 19 de dezembro: O Troco (“The payback”)
Esse caiu na minha mão por acaso. A Monstrega foi devolvê-lo ao Gustavo e eu peguei emprestado.Primeiro dizer que o elenco joga contra. Não gosto nem do Mel Gibson nem da Lucy Liu, os mais famosinhos da coisa toda. Daí que fui ver o filme sem grandes pretensões e… deu pra divertir.
Mel Gibson é Potter (não o bruxo) um ladrão que foi traído por seu parceiro e pela esposa, que lhe sentam uns tiros nas costas e uma bica na cara, fugindo com a grana do roubo. O objetivo dos dois era matar Potter, mas como vaso ruim não quebra, o sujeito sobrevive e volta, cheio de desejos de vingança, e querendo sua grana de volta. Daí por diante é uma seqüência de sangue e suor, como o protagonista enfrentando toda a máfia local pra reaver seus 70 mil dólares.
O filme me parece mais um wannabe Guy Ritchie. Violência desenfreada, um protagonista invencível e personagens bizarros (como a sádica prostituta vivida por Lucy Liu) e que acabam não mostrando a que vieram.
Enfim, diverte. E só.
…
Neste mesmo dia, à noite, tentei assistir com a Raquel “Morangos e Chocolate” (Fresno e Chocolat), um filme cubano. Mas é tão monótono, mas tão monótono que dormimos os dois no sofá. Tentarei de novo depois.
…
Quarta-feira, 19 de dezembro: Hellboy: A espada das Tempestades (“Hellboy Sword Of Storms“)
Poutz! Esse aqui era visão atrasada! Há meses peguei este filme de animação com o Gustavo e o deixei lá, na prateleira dos empréstimos. Mas eis que ontem decidi tomar coragem e assistí-lo pra devolver, com extras e tudo!
Na história, Hellboy o demônio vermelho caçador de assombrações criado por Mike Mignola se vê às voltas com as conseqüências da liberação de dois demônios japoneses por parte de um professor. A linha mestra da história é original, mas alguns lances saíram diretamente dos quadrinhos (como a parte das cabeças) .
É um filme bastante divertido, levinho pra ser visto numa sessão da tarde de boa. Nada fabuloso demais, grande demais. Divertidão e pronto. Vale inclusive a compra do DVD.
Talvez a nota pudesse ser melhor se não fosse a técnica de animação, meio porca às vezes, que me chateou. Por ser um longa pra DVD, poderiam ter tido mais cuidado na execução, mas… enfim.
Ah, se você assistiu ao filme “Hellboy” do Guilhermo del Toro, fique sabendo que, “A espada das tempestades”, apesar de contar com os mesmos personagens e com o diretor do filme de atores fazendo as vezes de produtor da animação, as coisas NÃO são ligadas. O desenho não é uma continuação ou prequel do filme live-action. São histórias totalmente diferentes, interpretações diferentes dos mesmos personagens. Isso fica bem claro na entrevista que a equipe técnica deu na San Diego Comic Con, e que se encontra nos extras.
…
Uff! Acho que por enquanto é só. Deixa eu ir assistir o filme de hoje…
Minha semana em filmes
Postado em Eu vi em 20 Dezembro, 2007 por Lucas Ed.E o que eu tenho feito? Basicamente visto filmes e atualizando umas leituras. Coisa muito sofrida, se quer saber. Estando com uma média de um filme por dia, achei interessante fazer este pequeno post sobre os filmes que eu vi por estes dias…
Sexta-Feira, 14 de dezembro: Noivo neurótico, noiva nervosa (“Annie Hall”)
O segundo filme do Woody Allen que vejo na vida. O primeiro, “Match Point” já marcara uma ótima impressão mas, haviam me dito que os melhores filmes desse velho judeu são os que ele aparece.É, acho que não era mentira.
“Noivo neurótico, noiva nervosa” (vou chamar de “N²N²” pra economizar, ok?) é divino. A história é simples, absurdamente simples: sujeito incrivelmente incrivelmente neurótico é um fracasso no amor. Então seu amigo lhe apresenta uma cantora da noite, a Annie Hall do título original. A coisa engrena, mas a neurose absoluta do protagonista sabota as coisas, melando o que poderia ser o relacionamento de sua vida.
Talvez seja importante dizer que, em seu ano, N²N² ganhou quatro Oscar e dos grandes como melhor filme, melhor atriz, melhor diretor e melhor roteiro. Acho que o próprio Woddy Allen ganharia como melhor ator se não fosse a sacanagem que isso acarretaria: ele não está interpretando. A sensação que tenho, pelas entrevistas dele que já vi e li é que Alvy Singer, seu personagem, não é um personagem. É ele mesmo. É Woody Allen, que já se confessou neurótico, viciado em análise e medroso. Genial. Um filme pratigamente auto-biográfico e que não é piegas… Lindo!
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Domingo, 17 de dezembro: Transamérica (“Transamerica”)

Esse aqui tem uma história peculiar. Desde quando ouvi falar dele (acho que li em alguma revista) fiquei louco de vontade de ver. Transamérica narra a história de uma transexual de nome Bree (Felicity Huffman, de Desperate Housewives) que, às vésperas de fazer a tão sonhada cirurgia de mudança de sexo, se vê às voltas com o surgimento de um filho cuja existência desconhecia completamente. Com medo de contar a verdade ao garoto (que idealiza o pai à enésima potência) e sem ter como ignorar sua existência, Bree embarca numa viagem em que os dois vão se conhecer e, n’alguns momentos, se confundir mais ainda.
Tudo começa na idéia básica do roteiro, que eu já achei sensacional. Alie a isto o fato de ter sido um filme considerado independente, o que o afastaria dos finais e clichês hollywoodianos. Batata, Transamérica é um filme sensacional. De princípio eu achei estranhissíma a escolha de uma mulher pro papel de Bree, a transexual, mas Felicity Huffman me calou a boca. Muitas vezes eu cheguei mesmo a achar que era um homem se passando por mulher, e sua interpretação primorosa convence e empatiza. Não há muito mais o que falar desse road-movie, apenas que você deve correr o mais que puder para assistí-lo!
Ah, ele recebeu indicação ao Oscar de melhor atriz e não levou. Não sei quem ganhou a estatueta, mas tem de ter sido muito, muito estupidamente fodona pra superar a atuação de Felicity Huffman neste longa (a quem eu estou querendo enganar?).
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Segunda-feira, 18 de dezembro: Um estranho chamado Elvis (“Finding Graceland”)
Há muito tempo atrás um colega de trabalho me indicou esse filme e eu nem dei muita atenção. Este semestre, porém, o Rei do Rock entrou plenamente no meu MP3 player e no som do carro, não saindo mais. Então, quando vi este DVD em promoção, a preço de banana, nas Americanas, não duvidei na compra.Bem, “Um estranho chamado Elvis” narra a hitória dum sujeito que tem um pusta cadillac conversível mas que, num acidente com ele, perdeu a vida da esposa. O trauma foi tão grande que ele nunca consertou a porta da máquina danificada no acidente. Viajando por aí pra esquecer as mágoas, ele encontra um sujeito que, vestindo um paletó cor-de-rosa, pede uma carona até Memphis, Tennesse (a terra do Rei). O rapaz não quer companhia, mas acaba cedendo ao sujeito que se diz Elvis, apesar de não parecer nem um pouco com ele.
O que se segue é mais um road-movie (os campeões desta lista), mediano mas bastante divertido, com o passageiro estranho tentando provar que é de fato o Rei do Rock e, de tabela, chegar até Memphis, cidade em que o protagonista não quer nem pisar por ter sido onde se deu o acidente.
Vale a pena ver? Vale sim. É um filme bem sessão da tarde, pipocão e tudo mais, bom de se ver acompanhado. Tem momentos memoráveis, como Harvey Keitel interpretando “Suspicious Minds”, e a caminhada da vigília de 16 de agosto, dia que Elvis morreu. O filme é bonito, emocionante e brinca com a paranóia americana de que Elvis não morreu. No fim, só não ganha uma nota muito melhor por conta do protagonista, Johnathon Schaech, fraquíssimo na interpretação do deprimido acidentado.
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Terça-feira, 19 de dezembro: O Troco (“The payback”)
Esse caiu na minha mão por acaso. A Monstrega foi devolvê-lo ao Gustavo e eu peguei emprestado.Primeiro dizer que o elenco joga contra. Não gosto nem do Mel Gibson nem da Lucy Liu, os mais famosinhos da coisa toda. Daí que fui ver o filme sem grandes pretensões e… deu pra divertir.
Mel Gibson é Potter (não o bruxo) um ladrão que foi traído por seu parceiro e pela esposa, que lhe sentam uns tiros nas costas e uma bica na cara, fugindo com a grana do roubo. O objetivo dos dois era matar Potter, mas como vaso ruim não quebra, o sujeito sobrevive e volta, cheio de desejos de vingança, e querendo sua grana de volta. Daí por diante é uma seqüência de sangue e suor, como o protagonista enfrentando toda a máfia local pra reaver seus 70 mil dólares.
O filme me parece mais um wannabe Guy Ritchie. Violência desenfreada, um protagonista invencível e personagens bizarros (como a sádica prostituta vivida por Lucy Liu) e que acabam não mostrando a que vieram.
Enfim, diverte. E só.
…
Neste mesmo dia, à noite, tentei assistir com a Raquel “Morangos e Chocolate” (Fresno e Chocolat), um filme cubano. Mas é tão monótono, mas tão monótono que dormimos os dois no sofá. Tentarei de novo depois.
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Quarta-feira, 19 de dezembro: Hellboy: A espada das Tempestades (“Hellboy Sword Of Storms“)
Poutz! Esse aqui era visão atrasada! Há meses peguei este filme de animação com o Gustavo e o deixei lá, na prateleira dos empréstimos. Mas eis que ontem decidi tomar coragem e assistí-lo pra devolver, com extras e tudo!
Na história, Hellboy o demônio vermelho caçador de assombrações criado por Mike Mignola se vê às voltas com as conseqüências da liberação de dois demônios japoneses por parte de um professor. A linha mestra da história é original, mas alguns lances saíram diretamente dos quadrinhos (como a parte das cabeças) .
É um filme bastante divertido, levinho pra ser visto numa sessão da tarde de boa. Nada fabuloso demais, grande demais. Divertidão e pronto. Vale inclusive a compra do DVD.
Talvez a nota pudesse ser melhor se não fosse a técnica de animação, meio porca às vezes, que me chateou. Por ser um longa pra DVD, poderiam ter tido mais cuidado na execução, mas… enfim.
Ah, se você assistiu ao filme “Hellboy” do Guilhermo del Toro, fique sabendo que, “A espada das tempestades”, apesar de contar com os mesmos personagens e com o diretor do filme de atores fazendo as vezes de produtor da animação, as coisas NÃO são ligadas. O desenho não é uma continuação ou prequel do filme live-action. São histórias totalmente diferentes, interpretações diferentes dos mesmos personagens. Isso fica bem claro na entrevista que a equipe técnica deu na San Diego Comic Con, e que se encontra nos extras.
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Uff! Acho que por enquanto é só. Deixa eu ir assistir o filme de hoje…
Cumpleaños
Postado em Amigos, Chickeiro em 20 Dezembro, 2007 por Lucas Ed.Sim, pode clicar aí nos arquivos e ver que, a primeira postagem por estas bandas (quando o Chickeiro III, no Movable Type começou a dar pau) é de 20 de dezembro de 2004! Três anos!
…
Engraçado como os aniversários do Chickeiro sempre caem no dia de aniversários de grandes amigos meus. A “marca” Chickeiro Post faz aniversário em 17 de fevereiro, data da primeira postagem no Chickeiro Post I, que era no Blig (o péssimo blog do IG, mas eu não me lembro o ano) e é dia do aniversário do Fabrício.
Já hoje, 20 de dezembro, dia do Chickeiro IV, é aniversário do Mateus, vulgo Matias, camarada 100%.
Então, em homenagem a ele e ao Chickeiro Post IV, fiquem com o vídeo do jantar de aniversário do Mister Bean:
100 escovadas antes de dormir
Postado em Explicações, Psicopatologia, curiosidades em 11 Dezembro, 2007 por Lucas Ed.Ela é minha amiga desde antes de sê-lo, antes mesmo de entrar na faculdade (e ainda estava lá quando eu entrei).
Sempre quando ela tinha oportunidade, dizia: “Lucas, todo mundo vê que você é obsessivo!”
Eu nem levava fé. Achava que a minha mania de só dormir com o escudo azul do Cruzeiro (não o branco) da latinha de cerveja aparecendo podia até ser um certo comportamento obsessivo, mas Obsessivos mesmo (com “O” maiúsculo) eram aquelas pessoas tipo o Jack Nicholson em “Melhor impossível”.
Eu não.
…
Cabe uma digressão. A Psicanálise, e a Psicopatologia com essa raiz, separam os indivíduos em dois grandes grupos. Os neuróticos e os psicóticos. Neuróticos somos eu e você, são os “normais”, ou aqueles que você chamaria assim. Já os psicóticos são os loucos, os malucos, os não-normais. Uma distinção possível de ser feita entre um grupo e outro para efeitos diagnósticos é a questão da certeza. Psicóticos têm muitas certezas totalmente inabaláveis; neuróticos, nenhuma (podem até ter uma ou outra, mas elas nunca são inabaláveis como as dos psicóticos). Sendo assim, o obsessivo, cuja vida é um mar de dúvidas, pode ser chamado (ao menos por mim) como “O” neurótico, enquanto que, no extremo oposto da fila, o paranóico delirante é “O” psicótico.
Fim dessa porca digressão.
…
Recentemente, em minha aula de Psicopatologia II, falamos de Neurose Obsessiva. Eu me reconheci em muitos, muitos pontos daquilo, como nunca havia me reconhecido em outros temas (reza a lenda que os alunos de Psicopatologia sempre acham todos os sintomas em si). Me deu um pouco de medo ser obsessivo. Um rótulo muitas vezes traz conforto, mas acho que não a um obsessivo.
Pois me descobri um. E essa descoberta, agora tácita, será importate de se ter em mente nas próximas coisas que escreverei.



O regresso do retorno
Postado em Respondendo comments em 20 Dezembro, 2007 por Lucas Ed.Marcos e Laila: tranquilamente eu sei que não sou a última bolacha do pacote. Sou só mais uma, e isso é até reconfortante. Na verdade, segundo o grande professor pós-doutor Jésus Santiago, a neurose obsessiva é um traço muito comum nos homens, sendo raro encontrar um sujeito do sexo masculino que não seja nem um pouquinho obsessivo. Talvez a única coisa de diferente que eu tenha, de particular (ou seja, de mais obsessivo) e o ato de me preocupar com essas coisas, revisitá-las. Qualquer pessoa pode não ter vontade de pretigiar um ou vários convites que tenha num dia. Então ele escolhe e não vai. Pronto. Eu escolho, não vou e rumino: “escolhi certo?” “se eu escolhesse este e não aquele…” “mas aquela pessoa…”
Hentai-Hero: Cara, mas eles estão em branco! Não há elementos cinzas… É fonte branca (ou roxa em mais de um tom, ou azul) sobre fundo preto… Tá tudo bem aí?
Raquel: Ah é, hora de falar do filme.
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