Hoje o que foi… foice.

Acordei com uma puta vontade de falar mal do capitalismo.
E olha que o final de semana foi cheio de altos e baixos:
no sábado, acidentalmente enterrei com força um cotonete no ouvido direito, e desde então estou me sentindo “o homem com a cabeça na caixa” ou “a vida debaixo d’água.” Isso foi um baixo.
Mas fui pro FiQ! e assisti, na volta, um filme sensacional: “Filhos da Esperança” (Children of men). Sensacional. Um alto.
No domingo, o carro custou para esquentar e deu pau na rua quando eu ia pro FiQ!. Um mecânico surgiu do nada fez um ragatanga no motor, deu umas porradinhas na bateria e tudo se resolveu com o auxílio de uma empurrada. Um médio.
No FiQ, a mesa-redonda com o Orlando Pedroso atrasou. Fui tomar cerveja e não voltei mais. Consegui ver os gêmeos maravilha, a Monga dos quadrinhos, Fábio Moon e Gabriel Bá. Os caras arrebentaram, e eu comprei um livro deles autografado. Foda. Outro alto.
Na volta do Festival, novamente o carro não deu sinal de vida. Empurramos muito e funcionou. Parei na farmácia e no banco, tudo sem desligar o carro. Na casa da Srª Porco (quando enfim dei descanso ao motor) ele foi-se e não voltou mais. Outro baixo.

Tô sem carro. Com preguiça e medo ($) de chamar o mecânico para resgatá-lo da garagem da Srª Porco.
E com uma puta vontade de falar mal do capitalismo.

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