Arquivo para Outubro, 2007

Vou-me embora para Pasargada

Postado em Neuroticismo, Rosebud em 29 Outubro, 2007 por Lucas Ed.
Ela comenta: “Eu joguei suas cinzas na Rússia…
E ele “Você fez isso?… Obrigado…

Freud explica

Postado em Freud, Rosebud em 29 Outubro, 2007 por Lucas Ed.

“A ânsia de salvar a pessoa amada parece conduzir a uma relação, apenas, vaga e superficial, e plenamente explicada por motivos conscientes, com essas fantasias que acabaram por dominar o amor do homem na vida real. Devido a sua propensão a ser volúvel e infiel, a pessoa amada se coloca em situações perigosas e, assim, é compreensível que o amante tenha de se esforçar para protegê-la contra esses perigos, vigiando-lhe a virtude e combatendo-lhe as tendências más.”

FREUD, Sigmund. “Um tipo especial de escolha de objeto feita pelos homens – (Contribuições à Psicologia do Amor I)”

Eu escrevo

Postado em Explicações em 28 Outubro, 2007 por Lucas Ed.
Estou me esforçando pra escrever coisas que, eu penso, valem a pena serem lidas.
Isto na esperança de que vocês, lendo-as, julguem que valem a pena serem comentadas.

Vinte garotas num fim de semana

Postado em Eu escrevo, Explicações, Poesia em 27 Outubro, 2007 por Lucas Ed.

-A MULHER HIPOTÉTICA-
de Lucas Ed.

Ponho-me a brincar de Deus
e inventar pessoas.
Nem é difícil:
junte meia dúzia de belas
mulheres da vizinhança.
teça-lhes meia dúzia de poemas,
um para cada,
e lhes tasque os nomes de batismo
nos títulos dos poemas:
uma “Balada para Joana”, um “Cântico à Marina”
“Um epitáfio para Amanda”.
Faça tudo isto e reserve.

Agora o truque:
escreva um novo poema.
Não olhe as vizinhas,
as atrizes de Tv, os amores
do passado.
Simplesmente escreva um nome
de mulher no alto da página
e o discorra em versos.
Aos amigos, ao ciúme da
companheira,
deixe a responsabilidade
de soprar vida nessa mulher hipotética.


Nota Suína: O desenho é do Jean Okada, quadrinhista e ilustrados brasileiro de muita categoria.

Hoje o que foi… foice.

Postado em Madruguinha em 22 Outubro, 2007 por Lucas Ed.
Acordei com uma puta vontade de falar mal do capitalismo.
E olha que o final de semana foi cheio de altos e baixos:
no sábado, acidentalmente enterrei com força um cotonete no ouvido direito, e desde então estou me sentindo “o homem com a cabeça na caixa” ou “a vida debaixo d’água.” Isso foi um baixo.
Mas fui pro FiQ! e assisti, na volta, um filme sensacional: “Filhos da Esperança” (Children of men). Sensacional. Um alto.
No domingo, o carro custou para esquentar e deu pau na rua quando eu ia pro FiQ!. Um mecânico surgiu do nada fez um ragatanga no motor, deu umas porradinhas na bateria e tudo se resolveu com o auxílio de uma empurrada. Um médio.
No FiQ, a mesa-redonda com o Orlando Pedroso atrasou. Fui tomar cerveja e não voltei mais. Consegui ver os gêmeos maravilha, a Monga dos quadrinhos, Fábio Moon e Gabriel Bá. Os caras arrebentaram, e eu comprei um livro deles autografado. Foda. Outro alto.
Na volta do Festival, novamente o carro não deu sinal de vida. Empurramos muito e funcionou. Parei na farmácia e no banco, tudo sem desligar o carro. Na casa da Srª Porco (quando enfim dei descanso ao motor) ele foi-se e não voltou mais. Outro baixo.

Tô sem carro. Com preguiça e medo ($) de chamar o mecânico para resgatá-lo da garagem da Srª Porco.
E com uma puta vontade de falar mal do capitalismo.

Senhas

Postado em Reflexões em 13 Outubro, 2007 por Lucas Ed.
Eu odeio tempo demais.
Quando acordei hoje, o dia ainda tinha, pelo menos, umas 16 horas. E eu, cheio de pequenas coisas pra fazer.
Aquelas coisas miúdas que individualmente não tomam tempo nenhum, mas ganham pela quantidade. E aquelas 16 horas lá, me esperando.
Comecei um projeto, dei continuidade a outro, não li uma linha sequer de qualquer coisa útil. Desenhei, mas não o que tinha de desenhar.
Vi pornografia.
Vi de novo.
E o tempo lá. Muitas horas.
Ouvi música e cansei de ouvir.
Venci o corpo e fiz uma das pequenas coisas.
Fiz mais outra.
Mais pornografia e o tempo lá, como lesma.

Fiz duas pequenas coisas, eram quase irrelevantes e ocupavam tempo nenhum.
Larguei o corpo na cadeira do computador, calor de milhões de graus. Nada pra ver, e-mails, scraps, posts, nada.
Dada altura, cansei da pornografia e não quis ver mais.
Resolvi escrever este texto. Ninguém vai ler, eu acho.
E o tempo. Lá. Imóvel.

A vida só acontece na última hora.

O estômago

Postado em Eu escrevo, Poesia em 13 Outubro, 2007 por Lucas Ed.
-SEM TÍTULO-
Lucas Ed.

Eu tomo remédio para o estômago
e tenho saudades.
Tenho saudades e
tomo remédio para o estômago.

Não, não faz sentido.
A vida não tem sentido,
nem esta dor de estômago.
Quem dirá da saudade?

Vinícius de Moraes

Postado em Poesia, Vida moderna, Vinícius de Moraes em 12 Outubro, 2007 por Lucas Ed.
Não Comerei da Alface a Verde Pétala
Vinícius de Moraes

Não comerei da alface a verde pétala
Nem da cenoura as hóstias desbotadas
Deixarei as pastagens às manadas
E a quem maior aprouver fazer dieta.

Cajus hei de chupar, mangas-espadas
Talvez pouco elegantes para um poeta
Mas peras e maçãs, deixo-as ao esteta
Que acredita no cromo das saladas.

Não nasci ruminante como os bois
Nem como os coelhos, roedor; nasci
Omnívoro: dêem-me feijão com arroz

E um bife, e um queijo forte, e parati
E eu morrerei feliz, do coração
De ter vivido sem comer em vão.

Nota Suína: Um poema antigo em homenagem a todos os vegetarianos e suas botas de couro legítimo… É melhor morrer do coração.

ECTO I

Postado em Madruguinha, Vida moderna em 12 Outubro, 2007 por Lucas Ed.
Não tem nem um mês que eu tenho carro.

E eu já detesto dirigir.
Veja bem, (quase) nada contra o meu carro, o Chevette 1984 batizado ECTO 1. Com ele os problemas são geralmente resolvíveis (ui!) com um pouco de paciência (o pobrezinho é à álcool, não tem som – meu MP3 player dá conta do recado quando estou sozinho).
O que me irrita é a imensa quantidade de coisas que o ato de dirigir te obriga a prestar atenção. As setas e luzes de freio dos carros da frente (e a ausência destes) as setas e tudo o mais dos carros de trás, os medidores de velocidade, o marcador de combustível (Uch! Esse pede atenção constante!)… E a barbeiragem dos outros? E a folga? E as vésperas de feriados? Santo Deus! E os camaradas espertos, que te cortam pela direita, pelo acostamento e depois ficam fazendo pressão pra entrar na sua frente (Rá! Esses se fodem comigo! Porque eu sou mala, meu velho!)…
Tenha em mente uma coisa: o carro quebra um puta galho! Eu chego na faculdade em 10-15 minutos, contra a 1 hora (sim, uma hora!) que eu gastaria de ônibus. Voltar da casa da Srª Porco (ou mesmo ir) não gasta mais de 06 minutos (15-20 à pé). Mas tem as suas desvantagens, como as que eu citei e mais (a pior de todas): não dá pra ler enquanto se dirije! Meu ritmo de leitura caiu drasticamente desde o advento do ECTO 1…

Oh vida…

Galvão

Postado em Galvão, Quadrinhos em 7 Outubro, 2007 por Lucas Ed.

Quando crescer, eu quero desenhar igual a ele