Arquivo para Maio, 2007

Dom Quixote

Postado em Mutantes em 31 Maio, 2007 por Lucas Ed.
A vida é um moinho
É um sonho o caminho
É do Sancho, o Quixote
Chupando chiclete
O Sancho tem chance
E a chance é o chicote
É o vento e a morte
Mascando o Quixote
Chicote no Sancho
Moinho sem vinho
Não corra, me puxe
meu vinho, meu crush
Que triste caminho
Sem sancho ou Quixote
Sua chance em chicote
Sua vida na morte
Vem devagar
Dia há de chegar
E a vida há de parar
Para o Sancho descer
E os jornais todos a anunciar
Dulcinéia que vai se casar
Vê, vê que tudo mudou
Vê, o comércio fechou
Vê, e o menino morreu
Vê, vê que tudo passou
E os jornais todos a anunciar
Armadura e espada a rifar
Dom Quixote cantar na TV
Vai cantar pra subir

-palmas para o Dom Quixote que ele merece!-

Nota suína: “Dom Quixote”, música dos Mutantes.

"Who educates the edukators?"

Postado em Cinema, Esquerdismo em 26 Maio, 2007 por Lucas Ed.

Cara, faz tempo que eu não resenho um filme…
Bora lá?

EDUKATORS: os edukadores

Três jovens idealistas realizam protestos pacíficos, invadindo a casa de pessoas ricas para trocar os móveis de lugar e deixar mensagens de protestos. Numa de suas ações um deles esquece um celular, o que faz com que tenham que retornar ao local no dia seguinte. Porém o que eles não contavam era em encontrar presente o dono da casa. (trecho totalmente chupinhado, sem vergonha nenhuma, do Adoro Cinema)
Pois então, é impossível que alguém que goste de cinema nunca tenha ouvido falar deste filme alemão independente, de 2004. Como a própria capa do DVD diz (não, eu não estou dizendo que é uma fonte confiável de informações) o filme foi um “sucesso de cinema e crítica”.

Clique aqui para ler mais…

Não vou me adaptar….

Postado em Sem-categoria em 26 Maio, 2007 por Lucas Ed.
Os mais perspicazes certamente já haviam percebido que eu uso sempre, como título do flog, um trecho de música. E que eu mudo este trecho sempre quando faço uma atualização.
Pois é.
Hora de parar esse hábito. Ou pelo menos reduzí-lo de freqüência. Ou seja: se você tem o curtume de só ler o blog quando nota mudança no título, é hora de abrir o olho, Amaral…

Em boca fechada…

Postado em Sem-categoria em 23 Maio, 2007 por Lucas Ed.

Foi só eu elogiar a constância e a volta dos bons tempos que ela novamente se foi.
E meu apelido de “Boca do Inferno” ganha novo significado…

Maracatu de tiro certeiro

Postado em Chico Science, Letra de música em 23 Maio, 2007 por Lucas Ed.
De tiro certeiro, é de tiro certeiro
Como bala que já cheira a sangue
Quando o gatilho é tão frio
Quanto quem tá na mira – o morto!
Eh, foi certeiro – oh se foi
O sol é de aço, a bala escaldante
Tem gente que é como o barro
Que ao toque de uma se quebra
Outros não!
Ainda conseguem abrir os olhos
e no outro dia assistir tv
Mas comigo é certeiro meu irmão
Não encosta em mim que hoje eu não tô pra conversa
Seus olhos estão em brasa
Fumaçando!Fumaçando!Fumaçando
Fumaçando!Fumaçando!Fumaçando!Fumaça!
Não saca a arma não – a arma não? a arma não! a arma não? a arma não!
Ja ouvi, calma!
As balas já não mais atendem ao gatilho, já não mais atendem ao gatilho,e já não mais atendem…

Música fodona de Chico Science e Nação Zumbi…

A hierarquia das necessidades

Postado em Individualismo, Maslow em 23 Maio, 2007 por Lucas Ed.

Uma das coisas que eu achei mais fodas de ter aprendido nestes dois anos e meio de faculdade (praticamente três) foi esta pirâmide que está aí em cima. Chama-se a “hierarquia das necessidades” e foi proposta pelo psicólogo de orientação humanista Maslow, em 1954.
E o que essa pirâmide diz? Ela estabelece, hierarquicamente, uma ordem de nossas necessidades, a ordem em que estas precisam ser atendidas. Assim, primeiro estão as necessidades de ordem fisiológica, como comer, beber e etc. Depois vêem as necessidades de proteção e a escala segue como acima, até chegar na auto-realização. Em resumo, o que exatamente ela tem de tão genial? A idéia de que não se pode (e ninguém o faz) buscar um nível de realização antes de ter completado o anterior. Ou seja: um sujeito morrendo de fome pouco está se importando se é aceito e bem quisto num determinado grupo, por exemplo.
Assim, que uma patty se preocupe com roupas, cabelo e garotos bombados é facilmente compreensível, mesmo se tendo em mente que outras pessoas nem tem o que comer.

Essa última parte, acredito, não está na teoria maslowniana. É uma contribuição minha, postulada simplesmente porque corrobora a minha idéia que, quer se queira, quer não, todo mundo está, em última instância, sozinho. E, assim, só a satisfação e felicidade de si próprio importa…

Uma leve impressão

Postado em Sem-categoria em 18 Maio, 2007 por Lucas Ed.
Vc já teve esse sentimento, de que, de repente e não mais que de repente, tudo começou a dar errado?
Digo, tudo começou a dar errado com a sua vida?
Uma sensação de que parece que vc cochilou por um segundo e alguém tomou um monte de decisões por você sem te consultar?

É como se você, subitamente, num piscar d’olhos se deparasse com uma realidade e perguntasse: “Como eu deixei as coisas ficarem assim?”

Pois é. Eu só queria saber se eu não sou o único…

Postado em Sem-categoria em 16 Maio, 2007 por Lucas Ed.

É, hoje o dia já deu o que tinha que dar.

A nuvem veio e o sol parou

Postado em Fernando Pessoa, Tristeza em 15 Maio, 2007 por Lucas Ed.
“A nuvem veio e o sol parou”
Fernando Pessoa

A nuvem veio e o sol parou.
Foi vento ou ocasião que a trouxe?
Não sei: a luz se nos velou
Como se luz a sombra fosse.

Às vezes, quando a vida passa
Por sobre a alma que é ninguém,
A sensação torna-se baça
E pensar é não sentir bem.

Sim, é como isto: pelo céu
Vai uma nuvem destroçada
Que é véu, mau véu, ou quase véu,
E, como tudo, não é nada.

De repentemente ontem

Postado em Amigos, felicidade, mudanças em 15 Maio, 2007 por Lucas Ed.
Eu me lembro duma frase que li há alguns anos. Quantos, não sei precisar.
Dizia que era mais difícil encontrar pessoas que se felicitassem com você. Num primeiro momento, achei a frase o topo da imbecilidade. Como assim? Encontrar pessoas que fiqum felizes conosco é algo bastante fácil, difíceis são aquelas que nos acompanham nas tristezas, cáspita!
Por negação, descobri que estava errado e a frase, certa.

E foi bastante triste, se quer saber.