Arquivo para Abril, 2007

Curiosidades médicas

Postado em Psicopatologia, curiosidades em 22 Abril, 2007 por Lucas Ed.

Saído diretamente do meu livro de Psicopatologia (“Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais” de Paulo Dalgalarrondo).

Rego, regada, regueira: prega interglútea, ânus.

Mais uma, mais uma:

Nó-na-garganta: sensação desagradável de constricção espasmódica da faringe, geralmente associada com ansiedade intensa. (…)

Pode?

Uma delicada forma de calor

Postado em Sem-categoria em 20 Abril, 2007 por Lucas Ed.

Eu me lembro
de você ter falado
Alguma coisa sobre mim
E logo hoje, tudo isso vem à tona
E me parece cair como uma luva
Agora, num dia em que eu choro
Eu tô chovendo muito mais do que lá fora
Lá fora é só água caindo
Enquanto aqui dentro, cai a chuva

E quanto ao que você me disse
Eu me lembro sorrindo
Vendo você tão séria
Tentar me enquadrar, se sou isso
Ou se sou aquilo
E acabar indignada, me achando totalmente impossível
E talvez seja apenas isso:
Chovendo por dentro
Impossível por fora

Eu me lembro de você descontrolada
Tentando se explicar
Como é que a gente pode ser tanta coisa indefinível
Tanta coisa diferente
Sem saber que a beleza de tudo
É a certeza de nada
E que o talvez torne a vida um pouco mais atraente

E talvez, a chuva, o cinza,
O medo, a vida, sejam como eu
Ou talvez , porque você esteja de repente,
Assistindo muita televisão

E como um deus que não se vence nunca
O seu olhar não consegue perceber
Como uma chuva, uma tristeza, podem ser uma beleza
E o frio, uma delicada forma
De calor


Nota suína: Música simplesmente foda do Lobão, cantada junto com o Zeca Baleiro, num dos meus discos favoritos de todos os tempos: “A vida é doce”.

Poeminho politicamente incorreto

Postado em Sem-categoria em 13 Abril, 2007 por Lucas Ed.
É preciso marcar as pessoas.
Quase como se marca
(gado),
é preciso inserir em cada
humano que se tenha contato
uma marca, uma ferida ou tatuagem.

É preciso não passar incólume
desapercebido pela vida.
Senão, como prestar contas
ao Juiz
de tantas marcas que já
trago no corpo?

Nota Suína: Acabei de compôr este, agora mesmo. A idéia me surgiu com urgência, a primeira estrofe já praticamente pronta. Isso tem acontecido até com certa frequência ultimamente…

Páscoa: tempo de mudança!

Postado em Sem-categoria em 8 Abril, 2007 por Lucas Ed.
Mude
de Edson Marques

Mude.
Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção os lugares por onde você
passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos. Procure andar descalço
alguns dias.
Tire uma tarde inteira pra passear livremente na
praia, ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma do outro lado da cama…
depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de TV, compre outros
jornais… leia outros livros.
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia,
o novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo
jeito, o novo prazer, o novo amor, a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida, compre pão em outra
padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado… outra marca de sabonete,
outro creme dental…
tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores
Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas,
troque de carro, compre novos óculos, escrevas outras
poesias.
Jogue fora os velhos relógios,
quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros
teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se que a vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um novo emprego,
uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais
prazeroso,
mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa,
se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já conhecidas.
Mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o
dinamismo, a energia.
Só o que está morto não muda!