Arquivo para Novembro, 2006

Estrambote Melancólico

Postado em Sem-categoria em 30 Novembro, 2006 por Lucas Ed.
Tenho saudade de mim mesmo,
saudade sob aparência de remorso,
de tanto que não fui, a sós, a esmo
e de minha alta ausência em meu redor.
Tenho horror, tenho pena de mim mesmo
e tenho muitos outros sentimentos
violentos. Mas se esquivam no inventário,
e meu amor é triste como é vário,
e sendo vário é um só. Tenho carinho
por toda perda minha na corrente
que de mortos a vivos me carreia
e a mortos restitui o que era deles
mas em mim se guardava. A estrela-d’alva
penetra longamente seu espinho

(e cinco espinhos são) na minha mão.

Carlos Drummond de Andrade

Pode ser só o estresse desse fim de período, dessa correria, dessa má alimentação, dessas noites mal dormidas e desses dias mal acordados, desse desejo imediatista de mudar, de sair. Mas este poema, que há muito é minha apresentação no Yakult, hoje me bateu como um meteoro na cabeça…

Ah, o meu texto

Postado em Sem-categoria em 30 Novembro, 2006 por Lucas Ed.
Anteontem saiu a edição deste mês (última do ano) do Jornal do CAPSI.
E, como eu já sabia, meu texto não foi publicado por falta de espaço. Inclusive, desde o lançamento do jornal, está é apenas a segunda edição em que não sai nada meu, nem desenho.
Por isso postei o texto aqui.

Mas ano que vem, tudo irá mudar…

Ah, se eu fosse homem…

Postado em Sem-categoria em 29 Novembro, 2006 por Lucas Ed.
Sim, eu estou, definitivamente, sem tempo.
É final de período, é plantão, é CAPSI, é desânimo, são noites mal dormidas (várias!).

Tá osso.

Daí que eu nem tô conseguindo dar atenção como eu gostaria à algumas pessoas que eu gosto muito, e que estão passando por momentos notáveis em suas vidas.

Como a Monstrenga, que começou, assombrosamente de repente, a namorar.
Ou a FruFru e o Schlot, amigões, que estão de rolo (popularmente conhecido como nheco-nheco)
Ainda, a Princesa, que fez niver ontem e me passou um sabãozinho (pequenininho, tipo aqueles de motel) por eu não ter lhe dado parabéns.
Ou minha prima querida, que passou por uma barra pesada estes dias pra trás, que ainda está reverberando, e eu fiz muito pouco para confortá-la.
E mais uma renca, uma penca de pessoas com quem eu tenho sido bastante displicente.

E o que eu posso fazer? Pedir desculpas e promessas. Eu vou voltar.

Quando eu descobri a cor que eu tinha

Postado em Sem-categoria em 25 Novembro, 2006 por Lucas Ed.

“(…) Vinte de novembro temos de repensar

a liberdade que o negro tanto teve de lutar (…)”

Rappin’Hood

Veja bem: de modo nenhum minha infância foi ruim. Tive os dois pais em casa em grande parte dela, mais uma avó mimadora que morava bem pertinho. Tinha Show da Xuxa na Tv, teve um pouquinho de Bozo também. Tive He-man, Thundercats, Comandos em Ação, Smurfs e um monte de desenhos bacanas ao alcance dos olhos e daquele botão giratório e barulhento que se chamava “seletor de canais”. Tive amigos e brinquedos aos montes, mas, quer saber? Eu não tinha cor.

Clique aqui para ler mais.

Texto que eu escrevi para o Jornal do Capsi, aproveitando a Semana Nacional da Consciência Negra.

O Capsi é tão bom quanto o seu voto

Postado em Sem-categoria em 23 Novembro, 2006 por Lucas Ed.
Pois é.
Ontem foram as eleições do Centro Acadêmico da Psicologia, também conhecido como CAPSI.
Como algumas pessoas talvez saibam, eu e mais uma meia dúzia de malucos (com o apoio de outra meia dúzia) montamos uma chapa para concorrer à coordenação do dito cujo no próximo ano.
Daí que, apesar de toda nossa espectativa e boa vontade, nós…

Ganhamos.
Arrasadoramente. Com a maioria mais que absoluta dos votos.

Nas eleições passadas, 120-130 estudantes da Psicologia se dignaram a ir votar. Nesta, o número subiu para 236 pessoas, o que representa um aumento significativo, bem significativo na verdade, se tratando da Psicologia da UFMG.
Destes 236 votos, 85% deles foram dados à chapa “Interligados”, a saber, a minha chapa.
Isso equivale, meu bom, a 200 votos!
A chapa nº 2, “ConversAção” obteve… 35 votos!

É. Infelizmente tivemos um voto nulo….

Avô Ray!

Postado em Sem-categoria em 15 Novembro, 2006 por Lucas Ed.
Beeeeem, hoje é aniversário do Seu ray, também conhecido como “meu avô”. Então, nada melhor do que uma singela (ui!) homenagem a esse “aviador” de cabelos brancos e gosto por cerva!
Bora de “Avôhai”, música do Zé Ramalho:

Um velho cruza a soleira
De botas longas, de barbas longas
De ouro o brilho do seu colar
Na laje fria onde coarava
Sua camisa e seu alforje de caçador

Oh meu velho e invisível Avôhai
Oh meu velho e indivisível Avôhai

Neblina turva e brilhante em meu cérebro coágulos de sol
Amanita matutina e que transparente cortina ao meu redor
E se eu disser que é meio sabido você diz que é meio pior
E pior do que planeta quando perde o girassol
É o terço de brilhante nos dedos de minha avó
E nunca mais eu tive medo da porteira
Nem também da companheira que nunca dormia só

Avôhai… Avô e pai
Avôhai

O brejo cruza a poeira de fato existe
Um tom mais leve na palidez desse pessoal
Pares de olhos tão profundos
Que amargam as pessoas que fitar
Mas que bebem sua vida, sua alma na altura que mandar
São os olhos, são as asas
Cabelos de avôhai…

Na pedra de turmalina e no terreiro da usina eu me criei
Voava de madrugada e na cratera condenada eu me calei
Se eu calei foi de tristeza, você cala por calar
E calado vai ficando, só fala quando eu mandar
Rebuscando a consciência, com medo de viajar
Até o meio da cabeça do cometa, girando na carrapeta
No jogo de improvisar
Entrecortando eu sigo dentro a linha reta
Eu tenho a palavra certa
Pra doutor não reclamar

Avôhai… Avôhai
Avôhai… Avôhai

Ô vida do caralho!

Postado em Sem-categoria em 10 Novembro, 2006 por Lucas Ed.

O Pretozoário chegou hoje.
Naturalmente, eu queria logo vê-lo em ação, com seu HD de 160 Gb, seus 1024 Mb HAM e sua gravadora de DVD’s.
Mas como ele me custou (e custará, durante um bom tempo) uma quantia considerável de dinheiro, não é permitido a nenhum outro mortal (principalmente os outros filhos da progenitora) tocarem nele.
Mas aqui no ovo é como em filme de bang bang: é pequeno demais para dois.

Resumindo: Freud ganhou sobrevida, com seu rídiculo HD de 7 Gb e seus risíveis 96 Mb de memória, além da inoperante gravadora de CD’s….

Tomar no MEU c*!!

A vida e o sumiço: até o sumiço da vida

Postado em Sem-categoria em 2 Novembro, 2006 por Lucas Ed.
Nesses dias que eu andei sumido, muita coisa aconteceu, muita coisa mudou.

Saí do mundo por três dias e encontrei com um Amigaço que eu nunca tinha tido.

Achei um pouco do meu lugar, das minhas companhias (ou companias? Maldita palavra que eu nunca sei) de verdade.

Ficou tudo maravilhoso, né?
É.

Mas a crise veio.
Minha pior fossa (ou foça? argh!) de grana de todos os tempos.
Dores malditas nas costas: tem horas que eu não consigo achar posição para sentar sem dor.
Ineficácia do sono: há dias que eu durmo, mas não descanso nada.
Forte resistência às colegas de faculdade, às matérias da faculdade, ao ônibus pra faculdade.

Falta de vontade de ler quadrinhos. De desenhar quadrinhos. Quadrinhos!

Pode?

Postado em Sem-categoria em 2 Novembro, 2006 por Lucas Ed.
Demorou, mas quando fui fazer eu quase transbordei a caneca de chá-mate.

É engraçado como o vapor sobe: em novelos, e enrolando, girando e rodopiando sobre si mesmo.

Um filme passou por a gente. E parece que já se anunciou o episódio II…