Quando isso acontece, pelo menos comigo, eu meio que monto o filme na cabeça.
Foi o caso. Pelas matérias e sinopses, e tive a nítida impressão de que se tratava de algo como “Conceição”, de Cauby Peixoto. É, aquela: “Conceição, eu me lembro muito bem/ vivia no morro a sonhar/ com coisas que o morro não tem…”, que conta a história duma menina que queria ia ao mundo atrás de seus sonhos e… Puff! Acabava engolida pelo mundo.
Daí que hoje, porque estava sozinho em casa, acabei alugando o filme que, como dei a entender anteriormente, eu estava muito afim de ver.
E aconteceu que, primeiro, eu me arrependi. Arrependi de, pensado se tratar de um filme forte e um tanto quanto social, seria bom vê-lo sozinho. Logo que entendi do que se tratava, eu tive certeza de que a Srª Porco adoraria vê-lo comigo.
Depois, eu me decepcionei. O filme não é nada pesado. Tampouco se perde tratando de algo tão batido, tão clichê, da menina do interior que sai em busca de vida melhor na cidade grande e, uma vez lá, se perde.
Mas me decepcionou bem. Porque o filme é, e eu não consigo achar palavra melhor, lindo.
E foi que ele me pegou pelo pé, assim como fez o espetacular “O Fabuloso destino de Amélie Poulain“. Cara, que filmão! Que história gostosa, disposta a umas permições em prol do lúdico, do apaixonado, da poesia! É isso o filme: poesia!
Pra se ter idéia, até a detestável Mariana Ximenes, que encarna a protagonista, conseguiu me conquistar! Velho, eu detesto essa garota e ela está fantástica no filme!
Quer saber a nota pra película?
Meu amigo, fácil, fácil esse filme merece:
E quem quiser me fazer muito feliz, é só me dar de presente o DVD desse filme que eu, infelizmente, não achei em nenhuma de minhas lojas de compras virtuais…. (me disseram que um filme só chega pra venda doméstica três meses depois de chegar para a locação. Sendo assim, ele estará disponível em outrubro. Ou seja: podem me dar de presente de aniversário atrasado! Mas avisem se forem fazê-lo, ehehehehe)




