Eis que depois de muita expectativa, sexta-feira estreiou X-Men: o confronto final, ou, mais comumente chamado, “X-men 3″, simplesmente.
Aproveitando uma promoção do Submarino, ganhei até ingressos para assitir ao filme. Entretanto, acabou que eu paguei (como se pode ver pela imagem) para ver a película na noite de estréia (que, como já disse, foi numa sexta-feira. Meu precioso ingresso grátis só vale de segunda à quinta).
No cinema, filas, filas e filas enooooormes. Numa delas, um sujeito com uma jaqueta fenomenal, imitando a do uniforme do Wolverine. Inclusive, o que mais se via eram Logan’s espalhados pela ariano Pátio Savassi.
Mas vamos ao filme.
Não posso negar, é um filme bom. Melhor que Demolidor, Hulk e Justiceiro embolados, mas não mais do que isso. Pensando apenas na franquia “X”, ele apenas empata com o primeiro, e mesmo assim só no saldo de gols (isto é, enquanto filme, o primeiro é melhor por ter o peso de ser o primeiro da nova safra de filmes de supers. Entretanto, em se tratando das cenas de ação e dos efeitos, o terceiro vence. Então, empate técnico). No ranking geral dos filmes da Marvel, fica na fila dos médios, juntamente com Quarteto Fantástico, Homem Aranha 2 e o próprio X-Men 1. Ou seja, “O Confronto Final” passa longe dos top’s como X2 e Homem Aranha 1.
Talvez você se pergunte o porque disso. E eu explico, comecei este post para isso, expôr minha opinião melhor do que me permitem no fórum do MdM, por exemplo.
Primeiro vamos, então, aos elogios ao filme de Brett Ratner (ah, daqui pra frente tem spoilers — coisas que você não deve ler se ainda não viu o filme mas pretende fazê-lo. Então… Vá com calma, oui?).
1)Fanático é mutante. Sim, eu gostei disso! Meu, ia precisar de um filme só do Fanático pra explicar aquele troço do rubi de Cittorakk e o parentesco de Cain Marko com o Professor X. E o que se ganharia com isso? Nada além de um problema insolúvel: quem pararia o monstrengo?
2)A Fênix é a encarnação do Id da Jean. Aqui a conversa fica psicanalítica, mas colocar a Fênix como o lado “mau” da personalidade da Jean foi genial. Nada de entidades cósmicas e blábláblá a quatro, essa bobagem de se explorar um lugar para onde os X-men nunca deveriam ter ido (o espaço). Bem melhor desse jeito.
3)O Careca bate as botas. Essa cena foi hilária. Do meu lado, a Srª Porco dormia. De repente, a cena rolando e… Puff, o Prof. X vira farofa no ar. Na hora eu soltei um sonoro “Puta que o pariu”, tão audível que acordou a digníssima esposa. Convenhamos, foi muita coragem do diretor, que conseguiu matar um personagem de peso sem parecer de forma gratuita.
4)Kitty Pryde. Bicho, eu gosto dessa menina! É fato que ela foi uma atriz diferente em cada um dos três filmes, mas ela esteve sensacional neste! Vê-la saindo do chão foi de matar!
5)Magneto. Ian Mckellen é um arraso, o velhinho manda bem demais. Seu Magneto, em todos os filmes, rouba a cena, e neste não é diferente. Apesar de dispensável, sua aterrissagem depois da cena da ponte tem a fotografia mais bonita de todos os filmes de supers que eu já vi!
Bem, colocado o doce na boca da criança, vamos então tirá-lo e sentar o pau nas críticas!
Primeiro, o maior problema do filme pra mim é ser grandioso demais. A Fênix levanta uma casa, o Magneto avacalha uma ponte, meia dúzia de X-men dão conta de trezentos e setenta e cinco mutantes. Meu bróder, tava re-assistindo X2 ontem, e, numa determinada cena, Magneto tem dificuldades em abrir a porta metálica do Cérebro 2 (criado pelo Cel. Stryker) e, no 3, de repente, ele move a Golden Gate? Quebra o galho aí, mermão!
A maioria das outras pessoas está discutindo que o filme é rápido e mal desenvolvido demais, ficando com muitas pontas soltas para quem pretendia encerrar uma franquia. Concordo meio inseguro, ainda quero rever o filme para ter certeza nestes pontos.
Aliado a isto, temos um sem número de picuínhas. O Colossus é quase tão relevante quanto no filme anterior; num batalha daquela magnitude, o Noturno desaparece; dispensarem tão facilmente a Mística; o alta relevância do Anjo; o método de classificação Youkai (Magneto é um mutante nível 3, a Jean nível 5 e blábláblá. Donde tiraram isso?) e o fato de, segundo esta mesma classificação YuYu Hakushoniana, o Pyro ser do mesmo nível que o Magneto? Como? Aquele bucha? Sacrilégio!
Aí rola o segundo grande pecado do filme. Em X-men 1, Bryan Singer teve em mente um conflito Martin Luther King Vs Malcon X, para entender os mutantes. Em X2, o mesmo diretor (e co-roteirista) metaforizou a questão dos homossexuais para embasar o filme (vide a cena na casa do Homem de Gelo ou o diálogo da Mística com o Noturno). Em X-men 3, não há base nenhuma! O conflito entre os X-men e a Irmandade mais parece uma briga de gangues! Não há um posicionamento moral consistente como havia nos dois filmes anteriores. Isso faz falta? Faz demais! Aquela cena do Bobby Drake no X2 foi genial! Merecíamos algo parecido nesta seqüência…
Enfim, X-men 3 diverte. Assim como Quarteto Fantástico me divertiu, mas bem menos (bota beeem nisso) do que Batman Begins, Hellboy, X2 e Homem Aranha 1 me divertiram. Mas, fazer o quê? Só espero que este seja de fato o último filme X no cinema, porque ainda dá pra parar com os mutantes “por cima”…
Nota Suína:



