Arquivo para Abril, 2006

Meus Problemas, episódio de hoje: Homer*.

Posted in Homer Simpson on 28 Abril, 2006 by Lucas Ed.

Uma pessoa com a qual, a despeito dos escritos freudianos e das recomendações de Bowby, eu encontro bem pouco. Na verdade, um alguém de quem eu sei pouco e, ele também não pode se furtar a admitir isso, também sabe bem pouco de mim. Tudo o que eu sei dele, o que eu tenho notícias dele, são e-mails estúpidos, com mensagens imbecis, encaminhados. Power Points e “Deus olha por você’s“. O pior de tudo é que, se não bastasse o fato dos e-mails serem encaminhados, ainda são dirigidos a setenta mil pessoas, eu apenas incluso. Claro, o único trabalho que eles me dão é deletá-los sem abrir, juntamente com as notificações do Orkut e dos Fotologs.
Entretanto, quando uma bomba estoura (e o faz, em grande parte, por negligência dele mesmo) na minha mão, e a atitude que tomo, longe de estar certa, faz um estardalhaço da porra, ele tem o despeito de me ligar com críticas. Às sete da manhã, dois dias depois.
E aí, “resolvida” a questão da bomba e da crítica prepotente, ele simplesmente liga para pedir favor. Favor este que eu, de fato, não podia fazer. Frente a minha negativa, ele fica bravo, dá má e seca resposta e volta a existir simplesmente no âmbito dos estúpidos power points encaminhados…

Portanto, eu acho que não exagero quando digo que o fator desencadeador dessa porra de crise toda tem nome e sobrenome: Homer Simpson*.

*Os nomes dos envolvidos foram alterados para preservar-lhes a privacidade.

Vou te contar:

Posted in Sem-categoria on 28 Abril, 2006 by Lucas Ed.

eu ficaria bastante feliz se alguém comentasse aqui nessa merda!

O palito de salvação

Posted in Sem-categoria on 28 Abril, 2006 by Lucas Ed.

Se você é freqüente por aqui (ainda que, dando uma olhada na retrospectiva, vc não deve ser de comentar muito, né?) deve se lembrar do meu post sobre a minha tábua de salvação no naufrágio que tomou o navio da minha vida.

Pois é. Agora o problema está se dando pela própria tábua, e por um caminho diverso do que eu temia.

O prazer efêmero do gastar dinheiro

Posted in Sem-categoria on 28 Abril, 2006 by Lucas Ed.

Anteanteontem, nada para fazer pela manhã, tédio total, e eu tinha de ir à auto-escola fazer nova matrícula.

Numa preguiça da porra, entrei, na mais pura curiosidade, no site da Americanas.com pra ver se tinha o CD Simples de Coração do Engenheiros do Hawaii e, de preferência, sendo vendido pelos mesmos 9,99 mangos que estão sendo vendidos os demais CD’s da banda na loja do Shops.

E lá tinha, e sendo vendido pelo preço. Ia comprá-lo de boa, mas o frete de quase 6 mangos me desanimou MUITO.
Resolvi, por puro nada a fazer, olhar o preço dos demais CD’s e da lata com os dez primeiros da banda.
Bem, todos os demais discos estavam pela pechincha de 10 mangos. Mas a lata, a bendita lata, estava sendo vendida por R$229,00!! Como assim? Cada CD, R$9,99. Vezes 10: R$ 99,90. Quer dizer que a latinha custa 129 pratas? Ui!

Conclusão: comprei, de desaforo, os CD’s da banda que me faltavam para ter os 10 primeiros (que são os únicos realmente bons).
Chegaram hoje.

Divertido foi descobrir que a música que eu mais queria ouvir, “3X4“, pertence ao 11° disco….

Quer saber?

Posted in Sem-categoria on 28 Abril, 2006 by Lucas Ed.

… A vida é uma mierda.
Mentira. É uma merda mesmo.

Quando você acha que tudo vai voltar aos eixos, medidas extrínsecas pioram tudo again.

E eu fico desejoso de ser atropelado na saída da faculdade…

Zé do Caroço

Posted in Sem-categoria on 18 Abril, 2006 by Lucas Ed.
No serviço de auto-falante
Do morro do Pau da Bandeira
Quem avisa é o Zé do Caroço
Que amanhã vai fazer alvoroço
Alertando a favela inteira

Aí como eu queria que fosse em mangueira
Que existisse outro Zé do Caroço
Pra falar de uma vez pra esse moço
Carnaval não é esse colosso
Nossa escola é raiz, é madeira

Mas é o Morro do Pau da Bandeira
De uma Vila Isabel verdadeira
E o Zé do Caroço trabalha
E o Zé do Caroço batalha
E que malha o preço da feira

E na hora que a televisão brasileira
Distrái toda gente com a sua novela
É que o Zé bota a boca no mundo
Ele faz um discurso profundo
Ele quer ver o bem da favela

Está nascendo um novo líder
No morro do Pau da Bandeira
Está nascendo um novo líder
No morro do Pau da Bandeira
No morro do Pau da Bandeira
No morro do Pau da Bandeira

Lelelelê Lelelelelelelelelê
Lelelelê Lelelelelelelelelê

Lecy Brandão

Zé do Caroço

Posted in Sem-categoria on 18 Abril, 2006 by Lucas Ed.

A primeira vez que eu ouvi esta música, de composição da Lecy Brandão, foi no Roda Viva em que o entrevistado foi o Seu Jorge. Ele tocou-a no final da entrevista, só no violão e na voz.
Nunca fui muito fã da senhora Lecy Brandão não, mas preciso admitir que já naquela oportunidade a música mexeu comigo.
Procurei-a na net e tive o desprazer de encontrá-la na voz (?) de lixos tipo “Bokaloka”, acho. Pensei que era caso perdido.

Quarta-feira última, na casa do Schlottfeld, ele veio me mostrar o CD de Seu Jorge e Ana Carolina e qual não foi minha surpresa ao ver (e ouvir) Zé do Caroço? No mesmo esquema, voz e viola, só.
Na sexta-feira o CD me caiu às mãos e desde então, tenho ouvido frenéticamente as músicas (afora a farofa chamada “É isso aí”, versão lixenta da ótima música tema de Closer), que são supimponas.

Quer ver a letra de Zé do Caroço? Clique aqui…

Chatterton

Posted in Sem-categoria on 18 Abril, 2006 by Lucas Ed.
“Chatterton, suicidou
Kurt Cobain, suicidou
Vargas, suicidou
Nietzsche, enloqueceu
E eu, não vou nada bem

Chatterton, suicidou
Cléopatra, suicidou
Isocrates, suicidou
Goya, enloqueceu
E eu, não vou nada nada bem

Chatterton, suicidou
Marc-Antoine, suicidou
Van Gogh, suicidou
Schumann, enloqueceu
E eu puta que pariu não vou nada bem…”

Seu Jorge


"…Se eu pudesse eu não seria um problema social…"

Posted in Sem-categoria on 18 Abril, 2006 by Lucas Ed.

Eu ando um caco, uma pilha descarregada.

Aí, hoje, descendo molhado, irritado e deprimido do ônibus aqui na porta, na volta da facul, encontrei um moleque tampinha, duns seis ou sete anos (no máximo, talvez menos) com uma caixa de sapatos vendendo balas de goma.

Eu com a carteira na mão.

Ele não batia nem na minha cintura, se achegou a mim e me disse “Boa noite”.
Eu não ouvi. Ou, se ouvi, não dei crédito, pq não espera ouvir aquilo. Perguntei o quê, e ele respondeu com um novo “Boa noite”. Aí eu lhe respondi a saudação. Ele seguiu com um “Compra uma bala para me ajudar?”
Eu, de carteira na mão, perguntei quanto era. “Duas por um real”. Caro. Todo mundo sabe, um drops de bala de goma não passa de trinta centavos. Procurei umas moedas que eu deixara cair fora do lugar na carteira. Sabia que não era dinheiro suficiente, devia ter no máximo uns quarenta centavos.

Enquanto me esperava vasculhar a carteira, o menino pôs o dedo no queixo. Olhou bem para mim e disse, com cara de quem tinha feito todos os cálculos: “Se você quiser, eu posso fazer duas por… Setenta centavos!” E eu já de um real na mão, disse que ele não precisava dar um desconto tão grande.

Peguei os dois drops. Ouvi um “Deus lhe pague” dito olhos nos olhos.
Respondi com um “Vá com Deus” que não dizia nada, não consertava nada, não melhorava nada na vida do menino.

Atravessei a rua com uma vontade desgraçada de chorar, que só teve vazão agora, quando escrevo o texto.

De fato, eu ando um caco, uma pilha descarregada…

Jack, Jack! Oh, Jack…

Posted in Sem-categoria on 17 Abril, 2006 by Lucas Ed.

Minha vida era um barco que naufragou depois de bater num iceberg.

Eu, náufrago teimoso, lancei mão à uma tábua, último fragmento daquele barco que não existe mais.
E o vai e vem das ondas a esmo, o derivar para lugar nenhum, acabou desgastando bastante aquela tábua única, aquele último ponto de esperança possível.

E agora eu estou apoiado em alguma coisa um pouco maior que um palito de picolé.
Tão pequeno, tão efêmero que… Eu posso perdê-lo a qualquer momento…